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Otan vai ajudar na segurança dos Jogos Olímpicos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) prometeu ajudar a garantir a segurança nos Jogos Olímpicos de Atenas, de acordo com o secretário-geral da aliança militar ocidental. Os organizadores haviam manifestado preocupações com a possibilidade de a primeira Olimpíada desde os ataques de 11 de Setembro contra os Estados Unidos ser alvo de grupos terroristas. No que poderá ser um papel sem precedentes para a aliança, a Otan poderá fornecer aviões de vigilância e fazer planos para o fornecimento de ajuda em caso de ataque. A Grécia poderá adiar um pedido formal para depois das eleições parlamentares, em março. A Constituição grega estipula que o governo deve procurar a aprovação do Parlamento antes de autorizar a entrada de tropas estrangeiras no país. "A Otan pode ajudar, a Otan ajudará, a Otan está em posição de prestar assistência", disse Jaap de Hoop Scheffer, após encontro com o ministro grego das Relações Exteriores, Tassos Giannitis. Segurança sem precedentes As autoridades gregas prepararam um plano para organizar a Olímpiada deste ano que prevê a maior operação de segurança na história dos Jogos Olímpicos. Mais de 50 mil membros das forças de segurança e dos serviços de emergência estarão diretamente envolvidos na proteção aos atletas, funcionários e visitantes. Na quinta-feira, um conselho legal do Estado aprovou os planos do governo para destacar milhares de tropas gregas para formar uma unidade de patrulha e proteção. O custo total para a Grécia deve representar mais de US$ 1 bilhão. "O que é extremamente importante é que não nos sentimos sós", disse a perfeita de Atenas, Dora Bakoyanni. "Esta já não é mais uma operação de segurança grega, mas uma operação internacional." Exercício Um grupo especial consultivo das Olimpíadas formado por sete países – Austrália, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Espanha, Israel e os Estados Unidos – se reúne mensalmente para dar conselhos sobre medidas de segurança. A Grã-Bretanha, que lidera o grupo, concebeu o exercício deste mês para as forças de segurança e os serviços de segurança gregos – um dos maiores exercícios antiterrorismo já organizados na Europa. O objetivo era testar a capacidade de reação de cerca de 2 mil membros da polícia, Exército, guarda costeira, bombeiros e serviços médicos gregos a um ataque envolvendo armas de destruição em massa. Durante os jogos, uma frota dos Estados Unidos "ficará de prontidão" no mar e poderá intervir, segundo o ministro grego da Defesa, Yannos Papantoniou. |
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