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Protestos contra governo argentino reúnem 50 mil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Após sete horas de protestos, com o trânsito interrompido em vários pontos do país, terminou sem incidentes a manifestação de setores dos chamados piqueteiros. O protesto foi pelo aumento da distribuição de benefícios para os desempregados, contra a reforma das leis trabalhistas e o anúncio do ajuste de tarifas de luz e de gás. Segundo Raul Castells, do Movimento Independente de Aposentados e Desocupados, 50 mil pessoas aderiram à manifestaçao em toda a Argentina. Logo depois que liberaram o trânsito em Buenos Aires, eles realizaram uma concentração na tradicional Praça de Maio, em frente à Casa Rosada (sede da Presidência). 'Não ao FMI' Com bandeiras vermelhas e cartazes com foto do ex-líder guerrilheiro Ernesto “Che” Guevara, os piqueteiros gritaram palavras de ordem como “Não ao FMI”. A manifestaçao pacífica foi realizada num dia em que o governo argentino sofreu nova pressão para resolver logo a questão da dívida de US$ 88 bilhões, em moratória há 26 meses. Numa entrevista ao lado do ministro da Economia da Argentina, Roberto Lavagna, o ministro das Finanças da Alemanha, Hans Eichel, disse que o país deve buscar uma saída para o impasse com o Fundo Monetário Internacional. E solucionar a questão da dívida. “A falta de solução será um desastre para a Argentina e também para a comunidade internacional. Por isso, é importante que se encontre um acordo”, disse. “Empresas alemãs com investimentos na Argentina, como a Volks, me falaram que estão dispostas a continuar investindo no país, que cresceu além do previsto no último ano. Mas se não houver acordo, no longo prazo esses planos poderão ser afetados”, advertiu o ministro alemão. Lavagna preferiu destacar que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 8,4% e aproveitou para reclamar que coisas boas também estão ocorrendo na relação da Argentina com o mundo. “A questão da dívida é importante, mas é só uma parte da relação do país com o mundo”, ressaltou o ministro argentino. Nesta quinta-feira, Roberto Lavagna encontrou-se também com a missão do FMI que realiza a segunda revisão das metas fixadas no acordo assinado em setembro passado. Entre as preocupações do Fundo está a expectativa para saber se a Argentina pagará ou não a parcela de US$ 3,1 bilhões que vence no dia 9 de março. Para tensão do FMI e dos países do G-7 (sete mais ricos do mundo e com votos decisivos no organismo de crédito), o presidente Néstor Kirchner já disse que só pagará se tiver certeza de que o dinheiro será devolvido. |
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