BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 19 de fevereiro, 2004 - 23h07 GMT (20h07 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Protestos contra governo argentino reúnem 50 mil

Piqueteros bloqueiam estrada na Argentina
Piqueteros bloqueiam estrada na Argentina
Após sete horas de protestos, com o trânsito interrompido em vários pontos do país, terminou sem incidentes a manifestação de setores dos chamados piqueteiros.

O protesto foi pelo aumento da distribuição de benefícios para os desempregados, contra a reforma das leis trabalhistas e o anúncio do ajuste de tarifas de luz e de gás.

Segundo Raul Castells, do Movimento Independente de Aposentados e Desocupados, 50 mil pessoas aderiram à manifestaçao em toda a Argentina.

Logo depois que liberaram o trânsito em Buenos Aires, eles realizaram uma concentração na tradicional Praça de Maio, em frente à Casa Rosada (sede da Presidência).

'Não ao FMI'

Com bandeiras vermelhas e cartazes com foto do ex-líder guerrilheiro Ernesto “Che” Guevara, os piqueteiros gritaram palavras de ordem como “Não ao FMI”.

A manifestaçao pacífica foi realizada num dia em que o governo argentino sofreu nova pressão para resolver logo a questão da dívida de US$ 88 bilhões, em moratória há 26 meses.

Numa entrevista ao lado do ministro da Economia da Argentina, Roberto Lavagna, o ministro das Finanças da Alemanha, Hans Eichel, disse que o país deve buscar uma saída para o impasse com o Fundo Monetário Internacional. E solucionar a questão da dívida.

“A falta de solução será um desastre para a Argentina e também para a comunidade internacional. Por isso, é importante que se encontre um acordo”, disse.

“Empresas alemãs com investimentos na Argentina, como a Volks, me falaram que estão dispostas a continuar investindo no país, que cresceu além do previsto no último ano. Mas se não houver acordo, no longo prazo esses planos poderão ser afetados”, advertiu o ministro alemão.

Lavagna preferiu destacar que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 8,4% e aproveitou para reclamar que coisas boas também estão ocorrendo na relação da Argentina com o mundo.

“A questão da dívida é importante, mas é só uma parte da relação do país com o mundo”, ressaltou o ministro argentino.

Nesta quinta-feira, Roberto Lavagna encontrou-se também com a missão do FMI que realiza a segunda revisão das metas fixadas no acordo assinado em setembro passado. Entre as preocupações do Fundo está a expectativa para saber se a Argentina pagará ou não a parcela de US$ 3,1 bilhões que vence no dia 9 de março.

Para tensão do FMI e dos países do G-7 (sete mais ricos do mundo e com votos decisivos no organismo de crédito), o presidente Néstor Kirchner já disse que só pagará se tiver certeza de que o dinheiro será devolvido.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade