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Iraque precisa de tempo para ter eleição crível, diz ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O representante especial das Nações Unidas no Iraque, Lakdhar Ibrahim, disse que é “terrivelmente importante” que o Iraque realize eleições, mas que elas precisam ter credibilidade. Brahimi esteve no Iraque para discutir a possibilidade de realizar eleições antes do prazo previsto pelos Estados Unidos e para verificar como a organização de pode ajudar. O principal clérigo xiita do Iraque quer que sejam realizadas eleições diretas antes de 30 de junho, data em que a coalizão liderada pelos Estados Unidos planeja transferir o poder para a autoridade iraquiana. Brahimi não especificou em que data acredita que uma eleição poderia ser feita. Questões básicas “Todos estão de acordo que as eleições são terrivelmente importantes”, disse Brahimi à imprensa em Bagdá.
“Mas os iraquianos devem saber que as eleições são um processo muito complicado e não pode ser realizado a menos que haja bons preparativos para que todos aceitem os resultados”, disse ele. Na opinião do enviado da ONU, questões básicas ainda precisam ser examinadas. Elas incluem que tipo de sistema eleitoral os iraquianos querem, quem vai escolher esse sistema e que tipo de registro eleitoral será feito. Brahimi disse que vai submeter as suas recomendações ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, dentro de cerca de uma semana, para que ele determine de que forma a ONU pode ajudar na organização das eleições. ‘Improvável’ Annan indicou ser improvável que as eleições ocorram antes do final de junho, o que evitaria a transferência indireta de poder. Na quinta-feira, Brahimi se encontrou com o principal clérigo xiita, o aitolá Ali al-Sistani, que defende as eleições, para explicar o ponto de vista da ONU. Brahimi acredita que as conversações foram úteis e que o aiatolá compreendeu a necessidade de mais preparativos. Os Estados Unidos dizem que não há tempo para organizar eleições livres e justas antes de 30 de junho. Washington quer encontros regionais para a seleção de um governo, que por sua vez elaborará uma constituição. Segundo esse cronograma, eleições diretas ocorreriam até pelo menos o fim de 2005. A delegação da ONU foi enviada ao Iraque a pedido dos Estados Unidos. A correspondente da BBC em Bagdá Barba Plett diz que a intenção americana é conseguir o apoio do aiatolá Sistani a transferência de poder que planeja fazer. Sem o apoio do líder religioso, é tido como impossível dar legitimidade a um novo governo iraquiano, já que os xiitas representam a maioria da população iraquiana. |
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