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Líder xiita pede suspensão de protestos por eleições no Iraque
O principal líder religioso xiita do Iraque, aiatolá Ali al-Sistani, pediu aos seus seguidores que interrompam os protestos contra os planos dos EUA para a transição do poder. Um porta-voz do aiatolá disse que as passeatas pressionando por eleições diretas este ano devem ser suspensas até que a ONU se pronuncie sobre a questão. Al-Sistani é contra a proposta americana de transferir o poder para um governo iraquiano indicado de forma indireta. Ele demonstrou vontade de buscar uma solução moderada se a ONU enviasse uma delegação para investigar se há ou não possibilidade de realização de um pleito. ONU Pouco antes do pronunciamento do aiatolá, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, havia dito que anunciará em breve se a organização está pronta para voltar ao Iraque. A ONU retirou seus funcionários do país após um atentado de grandes proporções contra a sua sede em Bagdá, em agosto. O líder xiita argumenta que o único governo legítimo no Iraque será aquele diretamente eleito pela população. O analista de Oriente Médio da BBC Roger Hardy afirma que, após três décadas e meia de ditadura, a idéia de eleições livres no país é obviamente atraente – sobretudo para os xiitas, que há tempos sentem-se excluídos do poder. A população xiita é majoritária no Iraque, mas seus líderes temem que o poder em suas mãos não seja proporcional a seu número em caso de um governo escolhido indiretamente. |
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