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Líder xiita insiste em eleições diretas no Iraque em 2004 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O líder supremo dos xiitas, aiatolá Ali Al-Sistani, insistiu nesta quinta-feira na realização de eleições diretas no Iraque ainda em 2004. Sistani se reuniu com o enviado da ONU, Lakhdar Brahimi, em um encontro realizado na casa do aiatolá, em Najaf, sob um forte esquema de segurança. Ao sair da reunião, Brahimi disse que a ONU concorda totalmente com a necessidade de eleições no Iraque, mas afirmou que o processo eleitoral deve ocorrer nas melhores condições possíveis e não comentou possíveis datas. De acordo com o plano dos Estados Unidos para a transferência de poder no Iraque, uma assembléia interina de representantes indicados, e não eleitos, será formada ainda em 2004. As eleições diretas não devem ocorrer antes de 2005. A estratégia tem sido fortemente criticada por Sistani. Muçulmanos xiitas temem que o plano os deixe politicamente marginalizados. Dezenas de milhares de xiitas fizeram uma manifestação em janeiro para exigir eleições diretas. Ataques A reunião ocorre depois das 24 horas mais violentas desde o fim da guerra no Iraque. Dois ataques suicidas, na terça e na quarta-feira, mataram cerca de cem iraquianos que estavam tentando se inscrever para a nova polícia e Exército do Iraque. Autoridades americanas no Iraque acusaram militantes islâmicos de fazer seus ataques coincidirem com a visita da ONU, com o objetivo de demonstrar que não há condições de realização de eleições no país. Os Estados Unidos afirmam que quanto mais se aproxima a data para a entrega do poder no Iraque, em junho, mais ataques deverão ser realizados por insurgentes. No começo da semana, a administração americana no Iraque divulgou o texto de uma carta que teria sido escrita por um extremista islâmico envolvido com a Al-Qaeda, Abu Musab al-Zarqawi, que pede por mais ataques para iniciar uma guerra civil entre as comunidades xiitas e sunitas muçulmanas no Iraque. Segundo a carta de 11 páginas, descoberta depois de uma série de buscas na segunda-feira em Bagdá, a ''única solução'' para derrotar a coalizão é fazer uma guerra civil. |
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