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Ataques no Iraque atingem 'plataforma' da política dos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A explosão de um carro-bomba em Iskandariya na terça-feira e o atentado no centro de Bagdá nesta quarta-feira seguem um modelo de ataques com o objetivo de atingir iraquianos que são vistos como colaboradores das forças de ocupação no país. A polícia treinada pelos Estados Unidos tem sido especialmente afetada - segundo autoridades iraquianas, pelo menos 300 soldados morreram até agora em ataques. A resistência iraquiana não deixou claro seus objetivos, mas parece estar atingindo uma plataforma fundamental da política americana. Os Estados Unidos querem transferir a responsabilidade pela segurança do Iraqe aos iraquianos em junho e se retirar para suas seguras bases militares. Críticos afirmam que o plano é reduzir o número de baixas entre os soldados americanos e dar fim ao status de "ocupador" antes das eleições presidenciais, em novembro. Estratégia Autoridades americanas afirmam que os ataques à polícia são, na verdade, um sinal de que as novas forças de segurança são eficientes e que os insurgentes estão sentindo a pressão. Eles também estão dando pistas de que a Al-Qaeda está planejando fomentar uma guerra civil dentro do Iraque. Mas o ataque da terça-feira pareceu ser menos um resultado de tensões sectárias e mais uma questão de estratégia geral para desestabilizar o país. Isso é pelo menos parte da opinião em lugares como Iskandariya, onde muitos dos que morreram eram civis esperando em uma fila para pedir emprego na polícia. A mensagem ali é que ninguém está a salvo, quer já façam parte da polícia, quer apenas estejam pensando no assunto. |
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