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Atualizado às: 11 de fevereiro, 2004 - 14h29 GMT (12h29 Brasília)
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Milhares celebram no Irã 25 anos da Revolução Islâmica
Iraniano com cartaz do aiatolá Khomeini e do aiatolá Khamenei
Centenas de milhares de pessoas se reuniram em Teerã
Centenas de milhares de pessoas participaram nesta quarta-feira das comemorações do 25º aniversário da Revolução Islâmica em várias cidades do Irã.

No comício comemorativo na capital, Teerã, o presidente Mohammed Khatami criticou seus oponentes conservadores ao afirmar que eles estão ignorando os direitos do povo e trabalhando contra os interesses iranianos.

Khatami condenou os problemas políticos que o país atravessa no momento e disse que o Irã está diante de uma encruzilhada.

De acordo com o presidente, o Irã pode imitar o Ocidente e perder sua identidade, escolher o extremismo ou ''o caminho da república islâmica e das reformas''.

Processo eleitoral

Os atuais problemas políticos do Irã começaram quando o Conselho dos Guardiões, órgão conservador e não eleito do governo iraniano, proibiu que mais de 2,5 mil candidados reformistas participassem das eleições no país.

''Eleições são um símbolo de democracia se elas ocorrem da forma correta. Se isso for restrito, é uma ameaça à nação e ao sistema. E esta ameaça é difícil de reverter'', teria dito Khatami, segundo a agência de notícias AP.

O presidente também insistiu que vai cumprir seu mandato até o fim, em 2005, e vai continuar a tentar reformas no país. ''Não sei de outro caminho que não seja o das reformas'', disse.

Muitos dos que participaram da manifestação em Teerã são leais ao governo – funcionários públicos e suas famílias que foram levados de ônibus especificamente para a ocasião.

Os manifestantes cantaram slogans como ''morte aos Estados Unidos'' e imagens do presidente americano, George W. Bush, foram queimadas.

Muitos levavam placas com fotos do pai da Revolução Islâmica, o aiatolá Khomeini, e também do atual líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.

A revolução, liderada pelo aiatolá Ruholla Khomeini, tirou do poder o xá Reza Pahlevi – que contava com o apoio dos Estados Unidos.

Na época, o retorno a Teerã do aitolá Khomeini, que estava exilado, foi saudado por três milhões de pessoas na capital iraniana.

Entretanto, não foram vistos cartazes do presidente Mohammed Khatami e poucos aplaudiram o seu discurso.

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