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Atualizado às: 02 de fevereiro, 2004 - 20h59 GMT (18h59 Brasília)
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Reformistas iranianos se retiram de eleições parlamentares
Reza Khatami
O líder Reza Khatami está entre os candidatos banidos
O maior partido pró-reforma no Irã, o Frente de Participação Islâmica, anunciou que não participará das eleições parlamentares no país, no dia 20 de fevereiro.

A decisão dos reformistas aconteceu depois que o Conselho dos Guardiões, um órgão conservador que define quem pode concorrer nas eleições do país, desqualificou centenas de candidatos reformistas em janeiro.

Na sexta-feira, o Conselho voltou atrás e permitiu que um terço dos 3.600 candidatos desqualificados concorresse nas eleições.

Mas o Conselho não correspondeu à exigência de reinstalação completa dos deputados reformistas. Oitenta deles estão inclusive em uma lista negra.

Escolha soberana

Mohammed Reza Khatami, irmão do presidente, líder do maior partido reformista do país e vice-presidente do Parlamento, está entre os candidatos desqualificados.

AS RÉDEAS DO PODER NO IRÃ
Ali Khamenei
O líder supremo aiatolá Ali Khamenei: nomeado vitaliciamente, é a autoridade suprema (foto acima)
Conselho dos Guardiões: metade dos membros escolhida por Khamenei, com direito de veto sobre candidatos eleitorais e leis
Presidente Mohammad Khatami: eleito por quatro anos, o seu poder pode ser limitado pelos clérigos
Parlamento: 290 membros propõem e fazem passar leis, sujeitas a aprovação

"Não temos esperanças de que se possam realizar eleições justas, livres e legítimas em 20 de fevereiro. Por isso, nas circunstâncias atuais, não podemos participar", disse Khatami.

Ele afirmou que o partido apenas apresentaria candidatos às eleições se o banimento das candidaturas for anulado e a votação adiada para permitir mais tempo para a campanha.

Ele também disse que o partido não apelaria aos eleitores para boicotarem as eleições, acrescentando que era "a sua escolha soberana".

Correspondentes da BBC dizem que, sem a Frente de Participação, é provável que os candidatos de linha dura não tenham concorrentes em lugares suficientes para retomarem o controle do Parlamento.

Os reformistas controlam o Parlamento desde 2000, utilizando-o como uma plataforma para pressionar o governo sobre reformas sociais e políticas.

No domingo, mais de cem deputados iranianos se demitiram em protesto contra o fato de milhares de candidatos terem sido impedidos de concorrer.

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