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Atualizado às: 26 de janeiro, 2004 - 22h29 GMT (20h29 Brasília)
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Impugnação de candidaturas ameaça eleição no Irã
Vice-presidente do Parlamento do Irã, Behzad Nabavi, proibido de concorrer
O Conselho de Guardiões impugnou alguns parlamentares

Reformistas no Irã advertiram que podem se recusar a organizar as eleições parlamentares por causa de divergências sobre o registro de candidatos.

Os reformistas estão insatisfeitos com a decisão do Conselho dos Guardiões (de perfil conservador) de proibir que mais de 3 mil candidatos concorram às eleições.

Um porta-voz do presidente iraniano, o reformista Mohammad Khatami, disse que o pleito deve ser uma "competição justa para todos" que quiserem concorrer a cargos públicos.

"Sem tal possibilidade (...) nós não podemos ir adiante com essas eleições", disse o porta-voz, Abdollah Ramezanzadeh, à agência de notícias Isna, dos estudantes do Irã.

Esforço

Neste domingo, o conselho rejeitou um esforço de legisladores de reverter a proibição de que quase metade dos candidatos – incluindo alguns parlamentares atualmente com mandato – possam disputar as eleições de 20 de fevereiro.

Analistas afirmam que os legisladores precisam agora decidir se submeterão a proposta a uma autoridade superior.

Um conselho chefiado pelo ex-presidente Akbar Hashemi Rafsanjani tem a função de mediar disputas entre o Parlamento e o Conselho de Guardiões.

Os 12 membros do Conselho dos Guardiões, que vetam candidatos a cargos públicos, reinstalou cerca de 350 dos candidatos impugnados depois que o líder máximo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, ordenou uma revisão do caso.

Protestos

Correspondentes acreditam que o Conselho dos Guardiões criaram a pior crise política no país nos últimos anos depois de ter impugnado as candidaturas.

Pela proposta apresentada no domingo, os aprovados para concorrer em eleições anteriores poderão concorrer de novo, a menos que surjam fortes indícios que provem que eles não estão aptos a isso.

O Conselho dos Guardiões prometeu revisar todas as impugnações e emitir novo julgamento até 30 de janeiro.

Reformistas disseram que eles boicotariam uma eleição em que mais de um terço dos candidatos fossem impedidos de concorrer.

Os estudantes estão planejando organizar protestos maciços para denunciar os linha-dura.

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