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Líder supremo do Irã reage à crise política no país
O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, pediu uma revisão da proibição à candidatura de reformistas nas eleições parlamentares marcadas para fevereiro. A emissora de televisão estatal do país anunciou que o aiatolá se reuniu com o Conselho dos Guardiões, um órgão conservador que define quem pode concorrer às eleições e que vetou mais de 2 mil pré-candidatos reformistas. Muitos deles recorreram e agora aguardam uma decisão por parte do Conselho. O aiatolá afirmou que o órgão tem tempo suficiente para avaliar as apelações com calma e evitar a violação de direitos dos pré-candidatos. Renúncia em massa Na terça-feira, o presidente do Irã, Mohammad Khatami, afirmou que seu governo iria "renunciar em massa" se a proibição não for suspensa. Mas o presidente disse também que tem esperanças de que as negociações vão resolver a crise. Entre os candidatos desqualificados pelo Conselho dos Guardiões está Mohammed Reza Khatami, irmão do presidente, líder do maior partido reformista do país e vice-presidente do parlamento. O Conselho, estabelecido para assegurar que as decisões do Parlamento vão de acordo com os princípios islâmicos, afirma que não vai se render à pressão nas suas análises de apelações. Outras autoridades reformistas, como o vice-presidente Mohammad Sattarifar, já deixaram claro que vários ministros, deputados e conselheiros vão renunciar caso a proibição continue. |
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