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Khatami afirma que crise política no Irã é 'normal'
O presidente do Irã, Mohammad Khatami, afirmou que acredita que as próximas eleições no país serão ''livres e competitivas''. Falando durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, ele afirmou que a atual crise política no país é uma ''parte normal do processo eleitoral''. Depois de um importante discurso que foi muito aplaudido, Khatami afirmou que a falta de respeito pelo governo islâmico do Irã evitou melhores resultados nas negociações entre os iranianos e o governo dos Estados Unidos. Antes, o vice-presidente Mohammad Ali Abtahi havia dito que o presidente Khatami e todo o governo estavam dispostos a renunciar caso o Conselho Guardião não revisse suas posições. A ameaça de renúncia ocorreu porque o Conselho Guardião, órgão conservador que aprova os candidatos a eleições no Irã, proibiu cerca de 3,5 mil candidatos reformistas de participar das eleições no país. O grupo conservador reviu sua decisão na terça-feira, aprovando 200 candidaturas, depois que o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, pediu a revisão das proibições. Depois, o vice-presidente esclareceu suas observações afirmando que apenas estava repetindo ameaças feitas por importantes autoridades iranianas na semana passada e outros comentários feitos por Khatami, que pediu que os reformistas permanecessem unidos. Khatami declarou à estação de televisão suíça SF DRS que não tem intenção de renunciar ao cargo. ''Pretendo continuar minha tarefa e meu serviço ao povo'', disse. Straw Ainda em Davos, o ministro do Exterior britânico, Jack Straw, declarou que não é incumbência da Grã-Bretanha ou dos Estados Unidos determinar o futuro do Iraque, mas sim apoiar o consenso, a opinião iraquiana. Atualmente o plano para o país prevê eleições para o novo Parlamento para 2005, mas a maioria xiita está pressionando para eleições diretas para uma assembléia interina ainda em 2004. Straw disse durante o Fórum Econômico Mundial que é preciso manter o diálogo com todos os partidos iraquianos e a opinião do aiatolá Sistani, líder dos xiitas, deve ser levada em conta. O Iraque é um dos principais temas discutidos no Fórum Econômico Mundial. |
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