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'Busca por armas virou caça às bruxas', diz Blix | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-chefe da equipe de inspetores de armas da ONU, Hans Blix, afirmou que os Estados Unidos e a Grã-Bretanha não foram críticos o suficiente com seus serviços de inteligência porque já estavam convencidos de que o Iraque possuía armas de destruição em massa. Em entrevista à BBC, Blix afirmou que a busca pelas armas se tornou uma "caça às bruxas". Segundo ele, deu-se muito crédito a informações exageradas vindas de desertores do regime de Saddam Hussein, e muitos dados coletados foram interpretados de maneira incorreta. Blix disse ainda que, apesar de acreditar que os líderes americano e britânico agiram com boas intenções, eles "embelezaram" o caso para justificar a guerra no Iraque. O ex-inspetor pediu provas de que havia indícios de que o Iraque estivesse desenvolvendo um programa de armas de destruição em massa e tivesse intenção de usá-las. Blix pode ser chamado para depor tanto no inquérito aberto nos Estados Unidos, como no que será conduzido na Grã-Bretanha. Nesta semana, diante da falta de provas de que o regime de Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa, os governos dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha aceitaram investigar o assunto. |
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