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Bush lança comissão para investigar armas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou nesta sexta-feira a criação de uma comissão para investigar as falhas de inteligência nos preparativos para a guerra no Iraque. Bush indicou sete membros para a nova equipe, incluindo o senador John McCain. O objetivo da comissão será avaliar as informações dos serviços de inteligência sobre as armas de destruição em massa e emitir recomendações específicas. O painel deverá apresentar o seu relatório até 31 de março de 2005 – mais de quatro meses das próximas eleições presidenciais nos Estados Unidos. Um dos principais argumentos de Grã-Bretanha e Estados Unidos para justificar a invasão do Iraque em março do ano passado foi a ameaça de armas de destruição em massa nas mão do regime de Saddam Hussein. Até agora, no entanto, nenhuma arma do gênero foi descoberta. Discrepâncias Bush disse, antes de anunciar a comissão, que, apesar de ter sido uma decisão "difícil", a opção de investigar o assunto era a mais correta. O presidente americano disse que quer compreender por que razão houve desencontros entre a avaliação da inteligência antes da guerra e as descobertas dos peritos de armamentos que desde então têm trabalhado no Iraque. Os presidentes da nova comissão – que será aumentada para nove membros – são Charles Robb, ex-governador e senador da Virgínia, e o juiz aposentado Laurence Silberman.
Na quinta-feira, o diretor da CIA, George Tenet, defendeu os serviços de inteligência e disse que as agências nunca afirmaram que Saddam Hussein era uma "ameaça iminente", mas que advertiram para o perigo que representava no futuro. Tenet afirmou ainda que a busca pelas armas de destruição em massa do Iraque, que a inteligência americana acreditava existir, deve prosseguir. O correspondente da BBC em Washington, Adam Brokes, diz que as declarações de Tenet representam uma forma de definir as linhas de batalha antes da investigação. Analista dizem que a nomeação de John McCain, senador do Arizona vai dar uma marca de independência à comissão, cuja composição foi considerada por alguns democratas como parcial. A comissão terá acesso às descobertas do Grupo de Investigação do Iraque, que foi anteriormente chefiado por David Kay. |
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