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Atualizado às: 29 de janeiro, 2004 - 14h50 GMT (12h50 Brasília)
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Perfil: Greg Dyke

Greg Dyke
Greg Dyke pedira aos funcionários para 'cortar o papo furado'

Greg Dyke entregou o seu cargo de diretor-geral da BBC depois de receber críticas contundentes sobre a administração da empresa no relatório Hutton.

Quando Greg Dyke assumiu a corporação há quatro anos, um jornal trazia reportagem sobre o 'parceiro' de Tony (Blair) em tempestade na BBC, enquanto outro anunciava que um dos homens de Blair era o chefe da BBC.

No entanto, o confronto olho-por-olho que culminou com as conclusões do juiz Brian Hutton demoliu essa linha de ataque.

O currículo de Dyke não contém as credenciais comuns de um diretor-geral da BBC. Nascido no oeste de Londres em 1947, caçula dos três filhos de um gerente de seguradora, ele se formou na Escola Primária de Hayes com especialização em matemática e foi aceito como gerente-trainee na cadeia de lojas de departamento Marks and Spencer. O emprego durou apenas quatro meses.

Televisão

Dyke, então, convenceu o jornal Hillingdon Mirror a contratá-lo como repórter-trainee. Tempos depois, organizou uma rebelião entre os estagiários mal pagos que formavam o grosso da equipe do jornal.

Com pouco mais de 20 anos de idade, ele ingressou na Universidade de York, onde se formou em política e assumiu o cargo de chanceler em agosto. Entre os deveres oficiais do chanceler estava a entrega de diplomas a estudantes.

Dyke teve outras experiências profissionais curtas antes de descobrir que o seu verdadeiro nicho era a televisão.

Ele subiu rapidamente na London Weekend Television antes de ser contratado pela TV-am em 1983.

Aquele ano acabou sendo especialmente importante não apenas por sua associação com um boneco de fantoche, mas também por seu divórcio, depois de conhecer Susan Howes, com quem se casou pela segunda vez e teria dois filhos.

De volta à LWT, Dyke fez fortuna quando o grupo Granada comprou a empresa, deixando-o com o equivalente a R$ 35 milhões em ações.

Finalmente, depois de atuar como executivo-chefe da Pearson Television e presidente do Channel 5, Dyke assumiu o comando do Broadcasting House, na BBC.

Inicialmente, o seu estilo informal causou estranheza na empresa acostumada com a sisudez do seu antecessor, John Birt.

Polêmica

Logo de início, ele enfrentou problemas. Em um episódio polêmico de conflito de interesses, ele disse ter se esquecido de vender sua participação no grupo Granada.

Depois de Dyke prometer "fazer e acontecer" pelos direitos de transmissão dos jogos de futebol da primeira divisão do Campeonato Inglês, a BBC perdeu para a ITV, do Granada.

A imprensa também o ridicularizou por suas medidas de austeridade, que incluíram o corte de croissants em cafés da manhã da BBC e um maior controle do uso de táxis.

Desde o início, Dyke se mostrou extrovertido. Ele disse aos seus funcionários para "deixar de papo-furado" e convidou todos a seguirem o exemplo dos juízes de futebol e mostrar um cartão amarelo àqueles que falassem demais em reuniões.

Ele chegou a descrever a administração da BBC como "horrendamente branca" e, ainda na semana passada, enviou um e-mail à equipe expressando a sua satisfação com o fato de a BBC ter alcançado pela primeira vez as suas metas para minorias étnicas de 4,3% dos gerentes-sêniores e 10% do total de funcionários.

Criatividade

Dyke também insistiu em cortes na burocracia por acreditar que ela estaria coibindo a criatividade na empresa.

As medidas dele cortaram o custo de administração da empresa de 24% para 15% da receita, garantindo mais verbas para a produção de programas.

Dyke não enfrentou dificuldades para conquistar os telespectadores britânicos, com os competidores privados em crise por causa da queda das verbas publicitárias.

No entanto, sob as pesadas críticas suscitadas pelo relatório Hutton, Dyke se sentiu obrigado a renunciar.

Ele prometera atravessar a queda-de-braço com o governo britânico no comando da BBC, mas as críticas do juiz foram tão contundentes que, primeiro o presidente do conselho da BBC, Gavyn Davies, entregou o cargo, em seguida, o diretor-geral da empresa repetiu o gesto.


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