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Comissário da UE: Governo de Lula é 'impressionante'
O comissário europeu para Relações Exteriores, Chris Patten, uma espécie de chanceler da União Européia (UE), ficou "impressionado com o que o presidente Lula tem a dizer e com o seu plano para o futuro do Brasil". Patten esteve na América Latina na semana passada e foi ao Parlamento Europeu nesta terça-feira relatar os resultados dos encontros que teve com os líderes do Brasil, da Colômbia e do Equador, aos deputados da UE. "A Comissão Européia está muito interessada e é extremamente simpática ao trabalho que Lula está desenvolvendo para diminuir a pobreza do país e acabar com a fome", disse o chanceler aos parlamentares. Na saída do encontro, Patten afirmou para a BBC Brasil que a UE tem muito interesse em cooperar com o governo brasileiro. "O presidente Lula tem despertado interesse nas pessoas sobre o que ele tem feito internacionalmente. Eu considero bastante compreensível que países como o Brasil queiram trabalhar em conjunto com outros, para ter certeza que as instituições políticas e econômicas internacionais sejam o mais justas possível com eles." Mercosul Em relação às negociações da UE com o Mercosul, previstas para serem encerradas até o final deste ano, Patten disse no Parlamento Europeu que está otimista. "Não são negociações fáceis, mas isso é um bom sinal, pois quer dizer que são negociações substanciosas", acrescentou. Para o chanceler, só será possível entender se o prazo fixado para o fechamento e um acordo de livre comércio entre os dois blocos é realista em abril, quando os dois lados colocarão na mesa as propostas ligadas ao setor agrícola. Patten afirmou que, durante seu encontro com Lula, uma das maiores dúvidas do presidente brasileiro estava ligada à expansão da União Européia. "Ele queria saber se, com a entrada dos dez novos países em maio deste ano, a UE não ficará muito voltada para si mesma. Eu respondi o que sempre digo quando me fazem esta pergunta: não, ficaremos maiores e, por isso mesmo, mais responsáveis dentro do cenário internacional". Antes de embarcar para o Brasil, o chanceler não quis comentar sobre a possível participação do país no Projeto Galileu, um sistema de navegação por satélite que será o concorrente europeu do sistema americano GPS (Global Positioning System). Aparentemente, as negociações com o ministro da Defesa, José Vieges Filho, foram positivas. "Se o Brasil entrará no consórcio do Galileu ou não é apenas uma decisão sua. Nós temos interesse que sim, afinal, trata-se de um país com seu próprio projeto espacial e com tecnologia desenvolvida na área", acrescentou. Antes de concluir seu relatório da viagem aos colegas do Parlamento, Patten fez um pedido. "Mais da metade dos estudantes bolsistas estrangeiros da UE são latino-americanos. Eu peço a eles que considerem a informação e o interesse desses jovens, e aumentem o orçamento ligado às bolsas de estudo para a região". |
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