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Atualizado às: 23 de janeiro, 2004 - 18h35 GMT (16h35 Brasília)
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A Semana: Começa a corrida à Casa Branca

O senador democrata John Kerry
John Kerry surpreendeu analistas com vitória em Iowa

Foi dada a largada. Tanto o presidente republicano George W. Bush como seus adversários democratas iniciaram nesta semana a disputa pelo cargo mais poderoso do planeta.

A segunda-feira viu o lado oposicionista passar por uma inversão de expectativas, com a vitória do senador John Kerry no cáucus (assembléias de militantes do Partido Democrata) do Estado de Iowa.

Primeira prévia no processo de escolha de um candidato a presidente, o cáucus de Iowa não costuma acertar sempre quem será o indicado para a disputa.

Bill Clinton, por exemplo, ficou apenas em terceiro no Estado em 1992, mas acabou sendo indicado e chegando à Presidência. Ronald Reagan também perdeu em Iowa, recuperando-se para depois tirar Jimmy Carter da Casa Branca.

Mas, na corrida presidencial deste ano, a vitória de John Kerry foi significativa tanto porque ele estava desacreditado na disputa como porque o até então favorito, Howard Dean, chegou apenas em terceiro.

Pior ainda para Dean foi o discurso feito por ele após o anúncio do resultado. Ele se empolgou, anunciou que tomaria vários Estados americanos até chegar à Casa Branca e ainda terminou com um grito digno de caubói - o "Yeeeaaahhh" do pré-candidato virou até música eletrônica circulando na internet.

Analistas dos dois lados do Atlântico dizem que o resultado mostrou que muitos eleitores democratas preferem um candidato mais moderado do que o agressivo Dean. Para eles, isso daria mais chances ao partido no confronto com Bush.

O segundo lugar obtido por outro senador, John Edwards, reforça essa avaliação. Edwards tem feito uma campanha mais positiva, que se diferencia da raiva expressa muitas vezes por Dean.

Esse sentimento será medido novamente na próxima terça-feira, com as primárias no Estado de New Hampshire, que ganharam em importância depois da mudança de quadro ditada por Iowa.

Em New Hampshire, dois novos personagens entram em cena: o senador Joe Lieberman e o general Wesley Clark, que preferiram não participar do cáucus de Iowa.

New Hampshire costumava acertar sobre o vitorioso. No entanto, os últimos dois presidentes americanos, George W. Bush e Bill Clinton, derrotados no Estado, riram por último conquistando a indicação do seu partido.

Kerry quer dar continuidade à surpreendente ascensão, enquanto Dean tenta se manter vivo na disputa. Lieberman e Clark precisam recuperar o tempo perdido, e Edwards aposta numa nova surpresa.

Estado da União

Do lado republicano, a campanha presidencial começou com o discurso anual do presidente Bush para o Congresso sobre o Estado da União, um dia depois da prévia democrata em Iowa.

Bush soou claramente como um presidente-candidato, justificando a guerra contra o Iraque, afirmando que a recuperação da economia americana é sólida e defendendo suas políticas para a saúde e a seguridade social.

Bush durante o discurso
Presidente voltou a defender a guerra contra o Iraque

Diferentemente dos últimos três anos, os congressistas do lado democrata fizeram questão de permanecer sentados em alguns momentos, enquanto os políticos da situação aplaudiam o presidente de pé.

A equipe do presidente admitiu que a escolha da terça à noite para o discurso do Estado da União foi proposital, para que ele se destacasse diante da imagem de pré-candidatos democratas se degladiando em Iowa. Bush mostrou que, agora, é um político em campanha.

Sharon sob pressão

O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, teve uma semana difícil, em que foi obrigado a rebater especulações sobre sua possível renúncia.

A pressão sobre o premiê começou depois que o empresário israelense David Appel foi indiciado sob a acusação de ter tentado subornar Sharon, quando este era ministro do Exterior, no fim dos anos 90.

Segundo promotores, Appel teria pago milhões de dólares ao filho de Sharon, Gilad, que foi contratado pelo empresário como consultor em um projeto turístico na Grécia.

Caso a promotoria decida também indiciar Sharon, sob a alegação de que o dinheiro para o filho seria uma espécie de suborno visando o então ministro, o premiê deverá ser obrigado a renunciar.

Desde que chegou ao cargo de primeiro-ministro israelense, há três anos, Sharon vinha gozando de grande popularidade no país.

O primeiro-ministro Ariel Sharon
O premiê israelense negou possibilidade de renúncia

Seu trunfo junto à opinião pública tem sido sua mão-de-ferro no relacionamento com os palestinos, com o uso constante da força e a construção do polêmico muro que chega a avançar sobre a Cisjordânia.

Mas essa mesma política tem sido abertamente condenada pela maior parte da comunidade internacional. Será uma ironia da história se Sharon for obrigado a abandonar o cargo por envolvimento em um caso doméstico de corrupção.

Música e economia

O Fórum Social Mundial, em Mumbai (Índia), foi encerrado com música de Gilberto Gil e promessas de que, no próximo ano, as discussões incluirão propostas mais concretas.

Participantes do fórum pediram reformas no FMI (Fundo Monetário Internacional) e na ONU (Organização das Nações Unidas), mas também no próprio evento. O sociólogo argentino Roberto Savio, por exemplo, disse que o fórum precisa ser mais "eficiente".

Já no Fórum Econômico Mundial, iniciado em Davos (Suíça) na quarta-feira, enquanto acabava o evento em Mumbai, não teve grande participação da América Latina. O único chefe de Estado da região foi o presidente Lúcio Gutierrez, do Equador.

Na sexta-feira, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, deu um puxão de orelhas nos líderes dos países desenvolvidos pedindo o fim dos subsídios agrícolas.

Feliz PIB novo!

Os chineses tiveram duas razões para festejar nesta semana: o início do ano novo chinês e o anúncio do maior crescimento do PIB do país desde 1997.

Em 2003, a economia chinesa registrou o impressionante salto de 9,1%, isso num ano em que a Sars (pneumonia atípica) ameaçou afastar investidores estrangeiros. O ano do Macaco começou com força total.

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