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Lula defende ação do Estado em cúpula de Monterrey
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma forte defesa da ação do Estado na economia para promover a justiça social em seu discurso em uma sessão de trabalho da Cúpula das Américas, em Monterrey. ''Chegou a hora de resgatar e afirmar de uma vez por todas a primazia do interesse coletivo e da coisa pública nas Américas. Cabe ao Estado traçar políticas para reduzir o fosso entre a opulência e a miséria'', disse o presidente. Segundo Lula, esta capacidade do Estado deve ser protegida no momento das negociações internacionais. ''As negociações internacionais, comerciais ou com organismos financeiros, têm de preservar a capacidade dos Estados nacionais de formularem políticas indusriais, agrícolas, de ciência e tecnologia, sociais e ambientais.'' Assimetria Lula defendeu que a integração hemisférica deve levar em conta o objetivo de ''eliminar situações de dependência e compensar assimetrias''. ''Muitos dos conflitos e tensões atuais decorrem de uma ordem internacional em que a distribuição da riqueza mundial é injusta e faltam oportunidades para os países mais pobres se desenvolverem.'' Em uma referência a definição de políticas públicas vinda de fora – as recomendações do FMI, por exemplo – Lula disse que ''receitas rígidas frustram o desenvolvimento de muitos países, ampliam seus impasses econômicos e sociais e freqüentemente reproduzem de forma ampliada a crise macro-econômica que queriam corrigir''. O presidente classificou os anos 90 como a ''década do desespero'' e citou uma série de indicadores sociais que se retraíram na América Latina. ''Estas não são conseqüências secundárias e aleatórias de uma política econômica supostamnte sadia e adequada. Trata-se sem de um modelo perverso que separou equivocadamente o econômico do social, opôs estabilidade a crescimento e divorciou responsabilidade e justiça.” Otimismo Mas apesar de todas as críticas às questões macro-econômicas do mundo, nas quais o Brasil está inserido, Lula disse que está mais otimista agora do que estava no início de seu governo. ''Em 2003 demos um passo de um amplo movimento que não se esgota nas emergências do presente ou do meu mandato presidencial.'' Lula citou diversos programa sociais desenvolvidos pelo seu governo, com destaque para o Fome Zero e para o Bolsa Família. ''Ao fim do meu governo mais de 11 milhões de famílias pobres serão incorporadas ao Bolsa Família.'' |
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