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'EUA estão fechados para terroristas', diz Ridge
O secretário de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Tom Ridge, afirmou que as medidas de segurança implementadas nesta segunda-feira em portos e aeroportos do país "são necessárias para assegurar que as fronteiras permaneçam abertas a visitantes, mas fechadas para terroristas". Ridge inaugurou o sistema pessoalmente no Aeroporto Internacional de Hartsfield-Jackson, em Atlanta. Segundo o secretário, o esquema foi testado por várias semanas e provou ser "um sucesso absoluto", acrescentando apenas 15 segundos ao procedimento geral de entrada no país. "A tecnologia implantada aqui será fácil de usar para os turistas e difícil de ser evitada por terroristas", afirmou Ridge. 23 milhões As mudanças prevêem que muitos visitantes estrangeiros tenham suas fotografias e impressões digitais registradas na chegada aos Estados Unidos, o que deve afetar cerca de 23 milhões de pessoas por ano. As imagens vão ser arquivadas eletronicamente para que as autoridades possam checar a identidade dos passageiros. O sistema de identificação vai abranger todos os 115 aeroportos americanos que recebem vôos internacionais, além de 14 portos. Até o fim do ano, o governo americano espera instalá-lo também em 50 postos de controle de fronteiras do país. Brasil O regulamento só vai valer para os que precisam de visto para viajar para os Estados Unidos, como os brasileiros. Cidadãos da União Européia, da Austrália ou do Japão, por exemplo, não precisam ser "fichados". O governo brasileiro fez uma queixa formal contra as novas medidas, e uma decisão judicial no páis usou o "princípio de reciprocidade" para exigir que americanos que chegam aos principais aeroportos do Brasil também sejam fotografados. No Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, os viajantes americanos já estão sendo submetidos às novas exigências de imigração determinadas na última semana pelo juiz Julier Sebastião da Silva. Os que criticam a medida dizem que o novo sistema é igualmente ruim, já que os dados das pessoas são arquivados como se elas fossem criminosas. As novas medidas americanas substituem o antigo programa de registro, que foi acusado de discriminação contra muçulmanos e cidadãos do Oriente Médio. |
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