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EUA exigem guardas armados 'em alguns vôos'
O governo dos Estados Unidos afirmou que os vôos internacionais que cheguem ou sobrevoem o país serão obrigados a levar guardas armados "em alguns casos". O secretário de Segurança Nacional americano, Tom Ridge, afirmou que pode proibir alguns vôos, caso as companhias aéreas se recusem a obedecer. A decisão dos Estados Unidos ocorre em meio a novos temores de que terroristas possam estar tentando usar aviões comerciais para realizar um novo ataque. No domingo, a Grã-Bretanha anunciou que vai colocar guardas armados à paisana em alguns vôos, em uma decisão que foi criticada por pilotos de algumas companhias aéreas do país. Na Alemanha, um porta-voz da Lufthansa admitiu que alguns aviões da companhia com destino aos Estados Unidos já vinham levando seguranças. Imediatamente A decisão dos Estados Unidos deve entrar em vigor imediatamente e se aplica tanto a vôos de passageiros quanto de carga, mesmo se eles estiverem apenas atravessando o espaço aéreo americano. "Essa é mais uma da longa lista de medidas que temos tomado nos últimos dois anos e meio para aumentar a segurança nos aviões", disse Ridge em uma entrevista coletiva. Segundo a nova determinação, companhias aéreas estrangeiras "terão, quando necessário, que colocar guardas armados e treinados em alguns vôos específicos, como uma medida adicional de segurança". O porta-voz do Departamento de Segurança Nacional, Dennis Murphy, afirmou na segunda-feira que a decisão de se colocar ou não esses guardas armados será baseada em informações dos serviços de inteligência. No início da semana passada, o secretário Ridge havia anunciado que o estado de alerta dentro do território americano seria elevado, em resposta ao aumento de relatos dos serviços de inteligência de novas ameaças de ataques. França e Austrália Na última quarta-feira, seis vôos da companhia francesa Air France entre Paris e Los Angeles foram cancelados por temor de um novo ataque. Na sexta-feira, foi a vez da Austrália anunciar que iria colocar guardas armados em vôos entre o país e Cingapura. Mas a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês), que representa cerca de 95% das companhias operando em vôos internacionais, se opõe à decisão. "A IATA não concorda com a presença de armas nos aviões. Exigimos que medidas de segurança eficientes sejam tomadas em solo para evitar que alguém mal intencionado consiga chegar ao avião", afirmou a porta-voz da entidade, Nancy Gautier. Na Grã-Bretanha, o sindicato dos pilotos comerciais britânicos exige discutir esta medida com o governo. |
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