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'Alerta Laranja' não muda cotidiano dos americanos
A vida continuou normalmente nos Estados Unidos sob o Código Laranja – o alerta emitido pelo Departamento de Segurança Nacional – indicando um alto risco de ataques terroristas durante os feriados de fim de ano. O governo aumentou a segurança no aeroportos do país e nos prédios públicos mas o americano comum parece estar seguindo a recomendação das autoridades de seguir normalmente com os planos para o fim de ano. Analistas creditam esta atitude em parte ao fato de esta já ser a quarta vez desde os ataques de Onze de Setembro que o país entra nesta condição – sem que nenhum ataque tenha acontecido até agora. “O governo foi bastante incisivo desta vez e isto causou uma certa apreensão mas certamente não um pânico na população”, diz o diretor do Programa de Estudos de Política de Segurança da Universidade George Washington, na capital amercana, Gordon Adams. 'Perda de credibilidade' O especialista diz que se mais uma vez nada acontecer o sistema de alertas adotado pelo governo desde os ataques de 11 de setembro pode perder muita credibilidade. “Podemos ilustrar isto com a história do garoto que sempre gritava com medo de um lobo que ele acreditava que o estava atacando, mas era sempre uma ilusão. No dia em que o lobo atacou de verdade, ninguém acreditou nos gritos do garoto”, exemplifica Adams. “É uma situação muito delicada para o governo porque vai ser muito difícil provar que havia algum risco se mais uma vez nada acontecer, que é na verdade o que todos querem”, diz. “Acredito que poderia ser muito positivo para o governo revelar algum tipo de informação que mostre onde estava a base deste alerta”, avalia. Fontes Mas o especialista em mídia e assuntos públicos Steven Livingstone, também da Universidade George Washington, não acredita que as autoridades americanas poderão fazer tais revelações. “Se estes dados são baseados em informantes eles nunca vão poder revelar de onde eles vieram, pois estariam acabando com uma preciosa fonte de informações”, diz. Livinsgtone diz que muitos americanos estão percebendo que o nível de ansidedade e medo provocado pelo expectativa de um ataque terrorista é muito superior ao razoável. “Está ficando claro para todo mundo que o risco de morrer em um acidente de trânsito, por exemplo, é maior do que em um ataque terrorista. E ninguém deixa de andar de carro por causa disso.” Atenção Mas estes mesmos analistas admitem que em algum nível o comportamento dos americanos acaba se modificando dentro desta situação. “As pessoas ficam muito mais vigilantes e alertam as autoridades para atitudes suspeitas, mas o cidadão comum não pode fazer muito mais do que isso. O que alguém viajando dentro de um avião, por exemplo, pode fazer para aumentar o seu grau de segurança?”, pergunta Gordon Adams. Os especialistas também não acreditam em nenhum tipo de corrida às lojas em busca de equipamentos – como máscaras contra gás ou detectores de radiação - como a que aconteceu nas semanas seguintes aos ataques de 11 de Setembro. “As pessoas mais preocupadas com este risco com certeza já tem água e comida estocadas e até estes equipamentos de proteção, mas não acredito que muita gente vá atrás disso agora”, diz Adams. Lucro Mas se o público, por um lado, não está desesperado, não faltam empresas que tentam fazer algum lucro com o medo de um ataque. “Esta é uma das belezas do capitalismo: se há uma necessidade, real ou irreal, vai haver alguém tentando vender para satisfazê-la”, diz Há empresas, por exemplo, oferecendo detectores de radiação portáteis por cerca de US$ 150 ou diferentes modelos de máscaras contra gases, desde as simples que custam um ou dois dólares até as sofisticadas – semelhantes às usadas pelos miltares americanos – que custam cerca de US$ 300. |
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