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Pelo menos dez morrem em dia de violência em Israel
Pelo menos dez pessoas morreram em um dos mais sangrentos dias do conflito entre israelenses e palestinos nos últimos meses. Quatro israelenses e um militante suicida palestino morreram em um ataque a um ponto de ônibus em Geha, próximo à cidade de Tel Aviv, em Israel. A explosão ocorreu pouco depois de helicópteros israelenses terem matado três militantes palestinos e dois civis ao dispararem contra um carro da cidade de Gaza. De acordo com a agência de notícias France Presse, o ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz, anunciou o "fechamento total" dos territórios palestinos. Retaliação Um dos mortos no ataque em Gaza era Mekled Hameid, membro do movimento radical Jihad Islâmica. O porta-voz do Exército israelense, Jacob Dallal, afirmou que Hameid era "uma bomba-relógio que estava planejando um grande atentado". A organização palestina prometeu retaliar a morte de seu membro. "A ocupação sionista vai pagar caro por esse assassinato", disse um dos líderes à agência de notícias Associated Press. Condenação O primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, condenou ambos os ataques. "Lamentando a continuação do ciclo de assassinatos, liquidações e ataques contra civis dos dois lados, o primeiro-ministro pede o fim do derramamento de sangue e a conclusão de um cessar-fogo recíproco", disse um comunicado divulgado nesta quinta-feira. O ministro da Saúde de Israel, dan Naveh, visitou os feridos no ataque ao ponto de ônibus em Tel Aviv, e culpou o líder palestino Yasser Arafat pelo ocorrido. "Antes de considerarmos uma movimentação política, por acordo ou unilateral, nós precisamos eliminar o regime de terror de Arafat e a gangue de terroristas que o acompanha", afirmou. Ponto de encontro A explosão em Tel Aviv ocorreu pouco depois das 18h (horário local, 14h em Brasília), em um grande entroncamento. O ônibus atingido estava a caminho da cidade de Petah Tikva. Duas mulheres e um homem estavam entre os mortos e pelo menos 12 pessoas ficaram feridas. Segundo a polícia, o local atingido pela explosão costuma servir de ponto de encontro de palestinos em busca de trabalho ilegal em Israel. A Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) assumiu a autoria do ataque que, segundo o grupo, seria "o primeiro de uma série de retaliações". O bombardeio é o primeiro ataque do gênero desde a explosão de um restaurante na cidade de Haifa, em outubro, no qual morreram 21 pessoas. A incursão israelense em Gaza também é a primeira desse tipo em meses. O provável ataque suicida foi realizado perto de um ponto de ônibus durante o horário de maior movimento. O atentado foi feito momentos depois que helicópteros israelenses atiraram mísseis na Faixa de Gaza contra um carro de um militante do grupo extremista Jihad Islâmica, matando pelo menos cinco pessoas, segundo testemunhas. Em outubro, um atentado suicida em um restaurante da cidade portuária israelense de Haifa matou pelo menos 19 pessoas e deixou cerca de 50 feridos. |
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