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Israel prende militante do Hamas na Cisjordânia
Tropas israelenses prenderam um líder do grupo militante palestino Hamas em uma operação em Nablus, na Cisjordânia. A família do militante, Adnan Asfour, disse que soldados invadiram o prédio onde Asfour morava na madrugada deste domingo e ordenaram que todos os moradores saíssem para que o reconhecessem. Segundo a agência de notícias Reuters, Asfour é visto pelos palestinos como relativamente moderado em um grupo que defende abertamente a destruição de Israel. A sua posição de liderança na Cisjordânia seria uma consequência da morte ou prisão de outros líderes do grupo. Em outra operação em Nablus, soldados israelenses teriam atirado e matado um menino de cinco anos no campo de refugiados de Balata, segundo fontes palestinas. A criança teria sido atingida na troca de agressões entre os soldados e palestinos que atiravam pedras contra eles. Ainda neste domingo, o Exército de Israel demoliu algumas casas no campo de refugiados de Rafah, na Faixa de Gaza. Negociações As operações ocorrem em meio à expectativa de um encontro entre o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, e o premiê palestino, Ahmed Korei, nos próximos dias. Na semana passada, Sharon, disse que o seu governo assumiria os compromissos previstos no plano de paz proposto pelos Estados Unidos. No entanto, no mesmo discurso, Sharon disse que se o plano não fosse aplicado do lado palestino, ele passaria a tomar medida unilaterais a fim de isolar os palestinos. Para promover esse isolamento, já em parte colocado em prática com a barreira de segurança na Cisjordânia, Sharon estaria até disposto a retirar os colonos judeus que vivem em assentamentos em territórios palestinos. O objetivo, segundo Sharon, seria "traçar a mais eficiente linha de segurança possível" entre israelenses e palestinos. Apesar da oposição da extrema direita e de membros do próprio Likud (partido de Sharon) à remoção dos colonos, o vice-primeiro-ministro Ehud Olmert disse neste domingo que "provavelmente dezenas de milhares" de colonos seriam removidos se Sharon aplicasse seu plano "unilateral". Segundo a agência Reuters, quando questionado sobre o número de colonos que poderuam ser removidos, Olmert disse "provavelmente dezenas de milhares". |
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