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Bush assina lei que abre caminho para sanções à Síria
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, assinou uma nova lei que autoriza o governo americano a impor sanções econômicas e diplomáticas contra a Síria. A nova lei pode ser utilizada para penalizar a Síria se o governo americano avaliar que o país não está fazendo o suficiente para evitar a violência no Oriente Médio. O documento exige que a Síria deixe de apoiar militantes palestinos e libaneses, suspenda o seu suposto programa de desenvolvimento de armas químicas e biológicas e retire suas tropas do Líbano. Antes mesmo da aprovação da lei, o governo sírio havia alertado que a adoção de sanções apenas provocaria danos maiores aos interesses americanos no Oriente Médio. Relações Entre as possíveis sanções previstas pela nova lei estão o veto às exportações americanas para a Síria e o congelamento de fundos sírios depositados nos Estados Unidos. Além disso, a nova lei também permite que o presidente americano determine duas de seis possíveis punições, incluindo restrições de vôo a aviões sírios e a limitação do contato diplomático entre os dois países. Analistas afirmam, no entanto, que as sanções teriam maior impacto político do que econômico, já que o comércio entre Síria e Estados Unidos gira em torno de apenas US$ 300 milhões. Michael Buchanan, correspondente da BBC em Washington, diz que, apesar da ameaça de sanções, algumas autoridades americanas já notaram uma melhora nas relações dos Estados Unidos com a Síria. De acordo com Buchanan, funcionários do governo dos Estados Unidos apontam os esforços de autoridades sírias para evitar que combatentes antiamericanos cruzem a fronteira com o Iraque como um sinal positivo. A Síria é o único membro da lista de países que o Departamento de Estado americano aponta como 'patrocinadores do terrorismo' que ainda mantém relações diplomáticas completas com os Estados Unidos. A relação do Departamento de Estado americano inclui ainda Coréia do Norte, Sudão, Cuba, Irã e Líbia. |
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