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EUA querem mais controle nas fronteiras da Síria e do Irã
O presidente americano, George W. Bush, disse na terça-feira que os Estados Unidos estão pressionando o Irã e a Síria para que reforcem a segurança nas suas fronteiras com o Iraque, depois dos mais recentes atentados no país. "Nós estamos trabalhando com esses países para fazê-los entender que nós esperamos que eles protejam as suas fronteiras", afirmou Bush em uma entrevista coletiva na Casa Branca. Bush culpou "terroristas estrangeiros" que se infiltram no Iraque e ex-aliados de Saddam Hussein pelos últimos ataques – embora tenha admitido que os Estados Unidos ainda estão tentando estabelecer a identidade dos responsáveis. "Os terroristas estrangeiros estão tentando criar condições de medo e acuamento porque temem um Estado livre e pacífico", afirmou Bush. Contradição Mais cedo, o principal representante britânico na coalizão liderada pelos Estados Unidos no Iraque, Jeremy Greenstock, também havia dito que o "estilo" dos ataques indicava grande envolvimento de estrangeiros. Mas as acusações de Bush e Greenstock – que se seguem ao dia mais violento em Bagdá desde a derrubada de Saddam Hussein – contrariam declarações de um comandante militar de alto escalão das tropas americanas no norte do Iraque. Segundo o major-general Raymond Odierno (que comanda a quarta divisão de infantaria dos Estado Unidos), somente uma pequena minoria da resistência iraquiana é de guerrilheiros estrangeiros – 95% dos rebeldes seriam pessoas fiéis a Saddam Hussein. Bush também culpou seguidores do antigo partido governista iraquiano Baath pelos ataques recentes. Segundo ele, eles também estariam tentando instalar o caos no país porque "sabem que um Iraque livre vai privá-los dos privilégios que tinham sob Saddam Hussein". Bush também fez um apelo ao Congresso para que aprove verbas adicionais para o Iraque. Israel Embora o Iraque pós-Saddam Hussein tenha dominado a entrevista, Bush também foi questionado sobre a postura de seu governo no conflito entre palestinos e israelenses. Um repórter perguntou ao presidente se ele achava que tinha feito todo o possível no conflito entre palestinos e israelenses. Bush respondeu que sim e disse que o processo de paz dificilmente vai avançar enquanto grupos militantes palestinos atacarem. O presidente americano elogiou o ex-primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas. "Não vejo o mesmo comprometimento da velha guarda no combate ao terror." Bush também voltou a criticar, embora de forma mais leve, os israelenses pela construção do muro de segurança na Cisjordânia e pelos assentamentos em territórios palestinos. |
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