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Senado dos EUA aprova sanções contra a Síria
O Senado dos Estados Unidos aprovou por ampla maioria a adoção de sanções contra a Síria, sob as alegações de que o país financia o terrorismo e tenta desenvolver armas de destruição em massa. O projeto de lei, aprovada por 89 votos contra 4, deverá ser assinado em algumas semanas pelo presidente George W. Bush. A medida dá à Casa Branca um leque de opções para penalizar a Síria, incluindo corte em exportações e investimentos ao país e restrições às viagens de diplomatas sírios aos Estados Unidos. Ficará proibida, por exemplo, a exportação de tecnologia que possa ser usada para armamentos. O governo americano também poderá congelar bens sírios nos Estados Unidos e limitar o uso do seu espaço aéreo a aeronaves sírias. O projeto de lei, proposto pelo Comitê de Relações Exteriores do Congresso, também pede que a Síria retire as tropas que mantém no Líbano. Relações piores O senador Richard Lugar, presidente do Comitê de Relações Exteriores, disse à agência de notícias France Presse que a legislação "aumenta o número de instrumentos necessários para o presidente pôr a Síria na direção de um caminho mais responsável". As relações entre os dois países vêm se deteriorando nos últimos meses, com as acusações americanas de que Damasco faz pouco para impedir a entrada de militantes armados no Iraque pela sua fronteira. Segundo o governo americano, há indicações de que pelo menos parte dos responsáveis pelos ataques a suas tropas no Iraque são militantes estrangeiros, que estariam entrando no país por fronteiras como a da Síria. Washington já acusava a Síria de apoiar grupos militantes como o libanês Hezbollah e o palestino Jihad Islâmica. Pouca oposição Quando passou pela Câmara dos Representantes, no mês passado, o projeto também recebeu pouca oposição, tendo sido aprovado por 398 votos a quatro. No entanto, um dos quatro senadores que votaram contra o projeto de lei nesta terça-feira, não poupou críticas à iniciativa: "Eu não vi nenhuma prova que me levasse a acreditar que o governo da Síria é responsável pelos ataques contra as nossas tropas no Iraque", afirmou o senador Robert Byrd, um conhecido crítico da política de Bush no Oriente Médio, à agência France Presse. "Insinuações desse tipo só podem criar o caso para uma ação militar contra a Síria, o que, infelizmente, é uma possibilidade muito real por causa da perigosa doutrina preventiva criada pela administração Bush." Impacto O correspondente da BBC em Washington Michael Buchanan afirma que ainda não está claro qual será o impacto econômico das sanções, já que Estados Unidos e Síria mantêm um fraco comércio bilateral – cerca de US$ 150 milhões. Segundo Buchanan, a Síria também não recebe ajuda financeira americana. De fato, de acordo com o correspondente, os maiores prejudicados poderão ser empresas americanas recentemente contratadas pela Síria para explorar o petróleo do país. |
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