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Atualizado às: 12 de dezembro, 2003 - 22h14 GMT (20h14 Brasília)
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UE admite zerar subsídios a agricultores

O comissário de Comércio da União Européia, Pascal Lamy
Lamy: 'podemos oferecer o que o G-20 quer'

A reunião de ministros do G-20, em Brasília, terminou com a promessa do comissário de Comércio da União Européia, Pascal Lamy, de zerar os subsídios às exportações, como vinha sendo pedido pelo grupo.

“Em subsídios às exportações, podemos oferecer o que o G-20 quer, o prazo é para ser negociado’, afirmou Lamy aos jornalistas ao fim da reunião.

O comissário europeu ressalva, no entanto, que a mudança vale para “produtos que interessem aos países em desenvolvimento”, o que sempre deixa dúvida entre os negociadores de que a medida vai realmente incluir os produtos que o Brasil deseja.

Lamy também prometeu “reduções ambiciosas de medidas de apoio doméstico que distorcem o comércio e melhorias substanciais em acesso a mercados”.

Avaliação positiva

“O que eu ouvi na reunião achei muito positivo, inclusive no subsídio à exportação”, disse o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

Outro ponto positivo que voltou à tona, segundo o ministro, é a idéia do paralelismo, em que União Européia e Estados Unidos caminham mais ou menos juntos em seus propostas de liberalização do comércio. “Isso pode pressionar os Estados Unidos para que façam o mesmo que a União Européia está dizendo que está disposta a fazer”, afirmou.

Tanto membros do G-20 como o comissário europeu e o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Supachai Panitchpakdi, salientaram a importância da retomada das negociações na OMC.

É o que pedem também os documentos divulgados ao final do encontro. Tanto o dos ministros do G-20 (que atualmente tem 18 países participantes), quanto a declaração conjunta assinada pelo G-20 e por Lamy.

Este último pede a “intensificação das negociações no início do próximo ano”, mais um sinal de que ninguém acredita na possibilidade de avanço na reunião do Conselho da OMC, que ocorre em Genebra entre segunda e quarta-feira da semana que vem.

Apesar disso, o documento do G-20 fala da importância de “preservar a integralidade da Agenda de Doha para o Desenvolvimento”, e não permitir um retrocesso nas negociações.

Com poucos avanços práticos e marcado pelas cobranças de flexibilidade de todos os lados, a reunião ministerial do G-20 serviu para mostrar a força política do grupo, que reúne 25% das exportações agrícolas mundiais e 60% da população do planeta.

Depois do fracasso da reunião de Cancún, quando o G-20 foi criado para negociar em conjunto a abertura agrícola, muitos apostavam que ele não duraria um mês, principalmente com a pressão dos Estados Unidos para que os países abandonassem o grupo.

Mas quatro meses depois o Itamaraty conseguiu não apenas trazer a Brasília ministros ou representantes de 18 países – muitos de muito longe, como China e Indonésia – como teve como convidado especial o diretor-geral da OMC, que veio especialmente para a reunião.

O comissário europeu, Pascal Lamy, aceitou o convite do grupo embora já tivesse um giro programado pela região, para negociar o acordo de livre-comércio do Mercosul com a União Européia. Por conta desse acordo, que está adiantado e pode ser assinado em outubro do próximo ano, Lamy participa na segunda e na terça-feira da semana que vem da reunião de cúpula do Mercosul, em Montevidéu.

Também por conta deste acordo, ele iniciou sua viagem pela Argentina, que detém a presidência rotativa do Mercosul a partir de janeiro.

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