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Atualizado às: 12 de dezembro, 2003 - 08h38 GMT (06h38 Brasília)
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Morte de centenas de civis iraquianos era evitável, diz ONG
Bombas de fragmentação levadas por RAF Harrier
Bombas de fragmentação mataram centenas de civis iraquianos

A morte de centenas de civis durante a invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos poderia ter sido evitada, de acordo com a ONG nova-iorquina Human Rights Watch.

A organização condenou a utilização pelas forças americanas e britânicas de bombas de fragmentação em locais onde havia uma concentração de prédios.

No relatório intitulado Off Target (Fora do Alvo, em tradução livre), o grupo disse que cerca de 1,3 mil bombas de fragmentação foram utilizadas e podem ter causado mais de mil mortes.

A Human Rights Watch também condenou os chamados 'ataques de precisão' contra líderes iraquianos. De acordo com a organização, em cerca de 50 desses ataques, nenhum líder iraquiano foi morto - somente civis.

Circunstâncias das mortes

O especialista em assuntos de defesa da BBC, Jonathan Marcus, descreve o relatório da Human Rights Watch como cuidadoso e acrescenta que o grupo tem um passado respeitável em analisar mortes de civis em conflitos de guerra.

Segundo Marcus, ninguém sabe exatamente quantos civis iraquianos morreram no conflito, mas a ONG nova-iorquina não propõe definir o número de mortos no Iraque e sim observar em que circunstâncias essas pessoas morreram.

A organização diz que as forças americanas e britânicas geralmente tentaram evitar a morte de civis que não estavam envolvidos diretamente em confrontos.

O relatório reconhece ainda que muitas das próprias ações iraquianas, como por exemplo o uso de guerrilheiros paramilitares e rebeldes vestidos à paisana, dificultou a distinção entre os que estavam ou não agindo em combate.

Um significante número de mortes de civis ocorreu durante os intensos combates em áreas populosas como Nassíria e Bagdá.

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