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EUA punem empresas de países contrários à guerra no Iraque
Uma autoridade do Pentágono revelou nesta terça-feira que empresas de países que não apoiaram a ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos no Iraque vão ser proibidas de fazer lances em novas concorrências para reconstruir o país. Segundo o subsecretário de Defesa americano, Paul Wolfowitz, a adoção da medida foi necessária para proteger os "interesses essenciais de segurança" dos Estados Unidos. As empresas responsáveis pela execução de um total de 26 novos contratos de reconstrução, envolvendo cerca de US$ 18,6 bilhões, ainda deverão ser escolhidas. Os contratos são para obras nas áreas de petróleo, energia, comunicações, água, habitação e obras públicas.
França e Alemanha A proibição imposta pelos Estados Unidos atinge empresas de países como a França e a Alemanha. De acordo com o correspondente da BBC no Pentágono, as autoridades de Washington já haviam dado a entender, mesmo antes do conflito no Iraque, que países que se opusessem à ofensiva iriam pagar por isso na hora de decidir como seria feita a reconstrução do país. Agora, com o Pentágono divulgando diretrizes formais no tocante a esse processo, Wolfowitz confirmou que as empresas desses países serão prejudicadas. "Foi necessário, para proteger os interesses essenciais de segurança dos Estados Unidos, limitar a competição pelos contratos principais a companhias dos Estados Unidos, Iraque, parceiros na coalizão e que estão contribuindo com a força (de ocupação do Iraque)", disse o subsecretário.
Resposta à altura Wolfowitz acrescentou que espera que as empresas excluídas pressionem seus governos a se juntar aos Estados Unidos no esforço pós-guerra no Iraque. "Limitando a competição pelos contratos principais, nós vamos incentivar a expansão da cooperação internacional no Iraque", diz uma mensagem do secretário divulgada no site oficial da reconstrução do Iraque. Analistas acreditam que a decisão deve causar reações iradas de alguns aliados dos Estados Unidos na Otan e no Conselho de Segurança da ONU. Um analista ouvido pela agência de notícias Reuters disse que a medida do Pentágono tende a estimular uma reação negativa. "É o tipo de decisão que simplesmente implora uma retaliação e uma resposta proporcional", disse o professor Steven Schooner, da Universidade George Washington. |
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