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Atualizado às: 10 de dezembro, 2003 - 14h31 GMT (12h31 Brasília)
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EUA rejeitam proposta norte-coreana sobre programa nuclear
Parada militar em 1992
Coréia do Norte exige concessões para retomar as negociações

Os Estados Unidos rejeitaram a proposta da Coréia do Norte de "congelar" suas atividades nucleares em troca de uma série de concessões do governo americano.

A Coréia do Norte disse que o acordo abriria caminho para novas conversas com seus vizinhos e os Estados Unidos.

No entanto, o presidente americano, George W. Bush, não aceitou a proposta e insistiu que a Coréia do Norte deve acabar com o seu programa de armas nucleares por completo.

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, que está em Washington, também excluiu a possibilidade de um retorno imediato às conversas multilaterais entre seis nações sobre o programa nuclear norte-coreano.

Um oficial disse que os chineses acreditam que "ainda não está na hora para um segundo encontro".

O primeiro encontro ocorreu em Pequim, em agosto, e envolveu as Coréias do Norte e do Sul, os Estados Unidos, a China, o Japão e a Rússia, mas não obteve sucesso.

Oferta 'insuficiente'

A oferta da Coréia do Norte foi uma reação a um plano traçado na semana passada por Estados Unidos, Japão e Coréia do Sul para tentar acabar com o impasse.

O texto do plano ainda não foi divulgado, mas a proposta deve incluir uma série de passos coordenados entre os Estados Unidos e seus aliados e a Coréia do Norte.

A declaração norte-coreana de terça-feira dizia que Pyongyang "congelaria" seu programa nuclear se os Estados Unidos retirassem o nome do país da lista de nações que patrocinam o terrorismo e em troca de ajuda no setor de energia.

No entanto, segundo Bush, a oferta é insuficiente. "O objetivo dos Estados Unidos não é um congelamento do programa nuclear", disse o presidente americano. "O objetivo é desmantelar o programa de armas nucleares de maneira irreversível."

Primeira etapa

A oferta da Coréia do Norte é parte do que o país chama de "pacote de acordo", em que Pyongyang descartaria seu programa nuclear em troca de uma longa lista de concessões que deveriam ser feitas pelos países vizinhos e os Estados Unidos, incluindo garantias de segurança, ajuda econômica e reconhecimento diplomático.

Para o governo de Pyongyang, essa troca seria "uma primeira etapa" antes de um retorno a negociações com Estados Unidos, Coréia do Sul, Japão, Rússia e China.

A crise entre americanos e norte-coreanos começou em outubro do ano passado, quando autoridades dos Estados Unidos disseram que a Coréia do Norte havia admitido ter um programa nuclear secreto, em desafio a um acordo de 1994.

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