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Atualizado às: 25 de outubro, 2003 - 12h29 GMT (10h29 Brasília)
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Coréia do Norte admite discutir proposta dos EUA
foto de satélite
Reator nuclear de Yongbyon

A Coréia do Norte diz estar preparada a considerar a oferta dos Estados Unidos de uma garantia de segurança para acabar com o impasse sobre seu alegado programa de armas nucleares.

Na semana passada, o presidente americano, George W. Bush, apresentou uma proposta de garantia por escrito de que os Estados Unidos e os vizinhos da Coréia do Norte não atacariam se o país desistir de seu programa nuclear.

Na terça-feira, a Coréia do Norte disse que não aceitaria qualquer coisa que não fosse um tratado formal de não-agressão.

A Coréia do Norte teme ser atacada, apesar das garantias dos Estados Unidos de que isso não ocorrerá.

Pedido claro

Bush apresentou a proposta de uma garantia por escrito dos Estados Unidos, da China, da Rússia, do Japão e da Coréia do Sul durante uma reunião da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês) em Bangkok, na semana passada.

Apesar da rejeição inicial, a última declaração de Pyongyang é mais positiva.

"Estamos prontos a considerar as observações de Bush em relação às 'garantias escritas de não-agressão' se elas forem baseadas na intenção de coexistência com a Coréia do Norte e tiverem o objetivo de atuar dentro de um papel positivo para a concretização de uma proposta para um pacote de soluções no princípio de ações simultâneas", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Coréia do Norte à agência oficial de notícias, KCNA.

O porta-voz disse que tinha um pedido "simples e claro".

"O que queremos é que os dois lados baixem as armas e estabeleçam relações normais de Estado para coexistência pacífica", disse.

"A demanda unilateral para que uma das partes beligerantes force a outra a baixar as armas e aparecer primeiro com as mão para cima nunca vai ser atendida".

Bush descartou as demandas da Coréia do Norte por um tratado de não-agressão, que precisaria ser aprovado pelo Congresso americano e poderia amarrar as mãos de Washington em um conflito.

Visita

Essa recente evolução na crise nuclear acontece quando uma delegação do Partido Comunista da China está em visita à Coréia do Norte, em um esforço para retomada das negociações sobre o programa nuclear de Pyongyang.

A agência oficial de notícias da China, Xinhua, descreveu a viagem como uma visita de boa vontade, mas não deu mais detalhes. Wu Bagguo, um dos líderes chines mais importantes, também deve visitar Pyongyang na próxima semana.

As últimas negociações multilaterais sobre as ambições nucleares da Coréia do Norte terminaram em agosto sem acordo ou data para novas reuniões.

Desde então, a Coréia do Norte disse ter processado 8 mil barras de combustível nuclear.

A Coréia do Norte respondeu às propostas de Bush para novas negociações durante a reunião da Apec com novos testes de mísseis de alcance curto.

A crise começou em outubro do ano passado, quando autoridades americanas disseram que a Coréia do Norte tinha admitido ter um programa nuclear secreto, em desafio ao acordo de 1994.

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