|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Coréia do Norte rejeita novas negociações
A Coréia do Norte afirmou não estar interessada em realizar novas rodadas de negociações para resolver a crise criada em relação ao seu programa nuclear e disse não ter nenhuma expectativa de melhores resultados. Em um discurso à Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), o vice-ministro do Exterior norte-coreano, Choe Su Hon, culpou os Estados Unidos pelo impasse. Ele disse que os Estados Unidos estão usando as negociações para exigir que a Coréia do Norte se desarme, sem dar garantias de que um ataque não ocorrerá. O discurso do vice-ministro ocorre depois que o governo norte-coreano anunciou estar tomando "medidas práticas" para reforçar o fator "nuclear" porque a diplomacia havia falhado. "Uma vez que ficou provado que os Estados Unidos estavam só interessados em transformar as negociações envolvendo os seis países em um palco para desarmar e matar a Coréia do Norte de qualquer maneira em vez de procurar por uma coexistência pacífica.....nós fomos obrigados a não manter nenhum interesse ou expectativa em relação a essas negociações", disse Choe. As negociações envolvendo os seis países – EUA, Coréia do Sul, Coréia do Norte, China, Rússia e Japão – terminaram sem sucesso no mês passado em Pequim, na China. Funcionários de alto escalão dos Estados Unidos, do Japão e a Coréia do Sul se encontraram em Tóquio na terça-feira para tentar agendar uma nova rodada de conversas. Ceticismo A crise com a Coréia do Norte teve início há quase um ano, quando o governo americano acusou o país de estar processando urânio, violando um acordo firmado em 1994. Os Estados Unidos e seus aliados suspenderam carregamentos de petróleo à Coréia do Norte em retaliação. Os norte-coreanos, por sua vez, expulsaram os inspetores de armas da ONU, abandonaram o tratado de não-proliferação de armas nucleares e disseram que iriam reativar parte do programa nuclear. Nos últimos meses, a retória do governo norte-coreano tem se tornado mais agressiva. Mas analistas dizem que isso pode ser apenas uma tática para obter concessões. O correspondente da BBC na sede da ONU em Nova York, Greg Barrow, diz que os diplomatas já se acostumaram a tratar a retórica pública norte-coreana com um certo ceticismo. Poucos pensam, diz Barrow, que comentários como os feitos por Choe na terça-feira representem realmente o fim das negociações. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||