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Atualizado às: 30 de agosto, 2003 - 01h16 GMT (22h16 Brasília)
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EUA se dizem 'satisfeitos' com cúpula da Coréia do Norte
Os seis representantes juntam as mãos simbolicamente no início da reunião
Os seis apenas concordaram em se encontrar novamente

Os Estados Unidos afirmaram ter ficado satisfeitos com o resultado do encontro realizado em Pequim para discutir o programa nuclear da Coréia do Norte.

A reunião de três dias – envolvendo os Estados Unidos, as duas Coréias, a Rússia, a China e o Japão – terminou na sexta-feira, com um acordo para que um outro encontro seja realizado em dois meses, mas nenhuma data ou local específicos foram estabelecidos.

Não houve nenhum comunicado conjunto, mas todos os participantes concordaram que a península coreana deve permanecer sem armas nucleares, e prometeram não 'complicar' a situação enquanto uma solução está sendo negociada.

O correspondente da BBC em Pequim, Charles Scanlon, disse que um acordo para que uma nova rodada de negociações seja realizada está sendo visto como o melhor resultado que poderia ter saído do encontro.

"Nós estamos satisfeitos que....um consenso se desenvolveu de que um processo multilateral pode avançar em direção ao objetivo de uma solução pacífica para o problema nuclear da Coréia do Norte", disse, em Washington, um porta-voz do Departamento de Estado.

A estratégia americana tem sido envolver outras potenciais regionais para aumentar a pressão sobre a Coréia do Norte.

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No entanto, os norte-coreanos terminaram a cúpula de Pequim em um tom desafiador.

Uma reportagem da agência oficial de notícias KCNA dizia: "Como os Estados Unidos se recusaram a expressar a sua vontade de mudar a sua política hostil em relação a nós, a possibilidade de futuras negociações está em risco".

A agência disse que o governo norte-coreano havia apresentado "um pacote de soluções" durante as negociações.

Esse pacote teria incluído:

• Um tratado bilateral entre os Estados Unidos e a Coréia do Norte de não-agressão

• Relações diplomáticas

• Cooperação econômica inter-regional

Em retorno por:

• Não desenvolver armas nucleares e permitir a volta de inspetores

• O desmantelamento de facilidades nucleares

• Um fim aos testes e à exportação de mísseis

Mas, segundo o correspondente da BBC, os diplomatas disseram que os Estados Unidos descartaram a possibilidade de travar um acordo de não-agressão.

O governo americano parece ter mantido a sua posição de que a Coréia do Norte tem de dar o primeiro passo.

Em uma entrevista à BBC, o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica da ONU, Mohamed ELBaradei, disse que a Coréia do Norte pode ser considerada culpada de "chantagem" nuclear.

"Eu não acho que eles mereçam confiança. No entanto, nós gostaríamos de trabalhar com eles e trazê-los de volta ao Tratado de Não-proliferação (de armas nucleares)", afirmou.

Segundo os Estados Unidos, a Coréia do Norte teria confirmado em abril, em conversas privadas, possuir um programa nuclear.

Logo após, o governo norte-coreano expulsou os inspetores de armas da ONU e abandonou o Tratado de Não-proliferação de Armas Nucleares.

Os três dias de negociações realizadas nesta semana foram as primeiras discussões formais realizadas desde o início da crise em abril e as primeiras a envolverem a Coréia do Sul, o Japão e a Rússia.

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