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Atualizado às: 11 de agosto, 2003 - 03h53 GMT (00h53 Brasília)
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Rússia anuncia diálogo entre Coréias
O presidente da Coréia do Norte, Kim Jong il aperta a mão do presidente russo, Vladimir Putin
A Rússia é um dos poucos países com acesso ao líder norte-coreano

A Rússia está consultando a Coréia do Norte e a Coréia do Sul sobre um encontro multilateral para discutir as ambições nucleares da Coréia do Norte, informou o vice-ministro do Exterior russo, Alexander Losyukov.

O vice-ministro disse que as conversas devem se realizar em Moscou, e que um futuro encontro poderia ser marcado no Japão.

A declaração foi feita em Pequim, onde o vice-ministro deve se reunir com o enviado chinês que retornou recentemente de Pyongyang.

A Coréia do Norte já havia concordado com o encontro multilateral. Inicialmente, o país queria o diálogo exclusivo com os Estados Unidos.

"As consultas vão começar, literalmente, na terça-feira", disse Losyukov à agência de notícias russa Itar-Tass.

Ainda não foi marcada nenhuma data oficial, mas segundo o jornal japonês Nihon Keizai Shimbun, os Estados Unidos, a Coréia do Sul e o Japão querem marcar um encontro de dois dias em Pequim no próximo dia 26.

O vice-ministro do Exterior chinês, Wang Yi, confirmou à imprensa que o encontro multilateral deverá ser realizado em Pequim, ainda este mês, mas afirmou que uma data precisa ainda está em discussão.

Barganha

A crise provocada pelas ambições nucleares da Coréia do Norte começou em outubro do ano passado, quando os Estados Unidos anunciaram que o país havia admitido a existência de um programa de armas nucleares.

Desde então, a Coréia do Norte se retirou do tratado internacional de não-proliferação de armas nucleares, expulsou os inspetores da ONU do país e anunciou ter capacidade para produzir algumas armas.

Alguns analistas suspeitam que a Coréia do Norte queira trocar suas capacidades nucleares por um pacto de não-agressão com os Estados Unidos, além de recompensas econômicas e diplomáticas.

Mas os Estados Unidos já anunciaram que não vão aceitar "chantagem nuclear" e qualquer acordo vai estar condicionado ao fim verificável do programa de armas nucleares da Coréia do Norte.

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