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Lula quer estreitar laços com Rússia, China e Índia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o governo brasileiro deseja estreitar laços comerciais com Rússia, Índia e China. Durante sua visita a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, o Lula deu uma entrevista coletiva, na qual discorreu sobre temas diversos, ao lado dos ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan, e da Integração Regional, Ciro Gomes. O presidente disse que ao aprofundar relações com o mundo árabe, com a China e com a Rússia, o Brasil estará em condições “de obter a força necessária e fazer com que o comércio mundial seja mais equilibrado, de fazer com que as barreiras muitas vezes impostas por tarifas dos países ricos para os países menos desenvolvidos sejam mudadas”. Entre outros temas que Lula abordou na entrevista figuraram desde o propósito de sua viagem ao Oriente Médio, que ele qualificou de “histórica”, até o conflito entre israelenses e palestinos. Prioridades para 2004 Sobre os planos para 2004, Lula disse que primeiro quer “consolidar a América do Sul com a execução dos projetos de integração física, com as obras de infra-estrutura”. “Segundo, nós temos que fazer a consolidação do G20, para nós é muito importante. Queremos consolidar o G3, que é o grupo Brasil, Índia e África do Sul. Queremos ampliar para o G5, com a Rússia e com a China”, afirmou. O presidente ainda destacou que deseja estreitar os laços com a África e com os países árabes. “Esse é um trabalho que vai exigir da nossa diplomacia, do nosso ministro do Desenvolvimento e Comércio Exterior, do nosso ministro da Agricultura e dos outros ministros que participaram direta ou indiretamente de uma ação muito mais forte.” Liderança Para Lula, o Brasil tem um papel potencial “extraordinário” e pode ser fundamental no fortalecimento do Mercosul, da América do Sul e dos países que tem as mesmas condições do Brasil. “Você tem que (...) ter uma política agressiva de comércio internacional porque nessa área a ousadia e a competência valem muito. Vocês sabem que o mundo está demarcado pelos grandes blocos econômicos que se formaram e o Brasil não pode ficar de fora.” Na avaliação de Lula, o Brasil deve entrar definitivamente no cenário político e econômico internacional “como um ator principal e não como um coadjuvante que fica apenas atrás das sobras, daquilo que os outros não quiseram”. “Tenho dito que nenhum país do mundo pode abdicar da relação privilegiada que nós temos com os Estados Unidos e com a União Européia que são (...) os maiores aliados comerciais do nosso país. Queremos aperfeiçoar, queremos aumentar a nossa relação, queremos mais. Queremos ter espaço junto a outros países para que possamos vender e comprar mais. Nessas negociações, não adianta ficarmos lamentando que somos pequenos, que somos pobres, que temos a violência, ou seja, nós temos que mostrar que nós temos força política, que nós temos capacidade econômica, que nós temos conhecimento tecnológico e científico”, continuou. Conflito Israel-Palestinos Lula também falou sobre política de paz no Oriente Médio. “O Brasil tem uma posição clara. Nós queremos o reconhecimento do Estado palestino e o reconhecimento do Estado de Israel, queremos garantir a segurança do Estado de Israel, mas queremos garantir que os palestinos possam viver como um povo livre, soberano, sem ingerência de quem quer que seja.” O presidente disse que sua viagem à região era “histórica”. “Em todos os países que estamos visitando é a primeira vez que vem um presidente da República do Brasil. A minha presença é para dizer aos nossos irmãos árabes que a relação que queremos ter com eles, o encontro que queremos fazer no próximo ano entre os países árabes e a América do Sul é para valer, é uma coisa muito séria que pode resultar no crescimento das nossas relações, do nosso comércio e das nossas atividades culturais e políticas.” Ao comentar sobre as viagens internacionais que tem feito durante seu mandato na Presidência, Lula disse: “A única atividade que não permite intermediários é a relação política e ela tem que ser feita através de uma relação humana muito forte. Não existe e-mail, não existe fax, não existe telefone que substitua o olho no olho, o aperto de mão, o abraço entre os seres humanos, sejam eles governantes ou não. A presença física é insubstituível”. |
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