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Powell reafirma apoio dos EUA a plano de paz oficial
Os Estados Unidos reafirmaram seu apoio pelo plano de paz oficial para o Oriente Médio, depois de encontro do secretário de Estado americano, Colin Powell, com os responsáveis pela proposta alternativa para a pacificação da região, apresentada esta semana, em Genebra, na Suíça. Powell disse que o plano original ainda tinha "primazia", embora ele tenha elogiado outras iniciativas em relação à questão. Os dois autores do plano de paz alternativo disseram acreditar que Powell vê a proposta como complementar ao plano original. Os autores do plano de paz alternativo para o Oriente Médio saíram otimistas do encontro, nesta sexta-feira, com Colin Powell. Israel Israel diz que o plano é uma rendição às exigências palestinas. No entanto, em um sinal de que o plano tampouco é completamente aceito do lado palestino, milhares de palestinos se reuniram nesta sexta-feira na Cisjordânia, Faixa de Gaza e Líbano para protestar contra o chamado Acordo de Genebra. Na cidade de Nablus, na Cisjordânia, em manifestações organizadas pelo grupo extremista islâmico Hamas, foram queimados bonecos de Beilin e Abed Rabbo. As conversas em Washington demoraram mais do que o esperado e aconteceram mesmo contra a vontade do governo israelense. Representantes do governo americano afirmaram que o encontro realizado nesta sexta-feira com os autores do plano não significa um ato de desprezo a Israel. O correspondente da BBC em Washington disse que o encontro não significa o aval americano ao Acordo de Genebra. Mas isso mostraria a nova disposição do governo Bush para solucionar o conflito na região apesar da desaprovação do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon. Segundo Abed Rabbo, "nós fomos encorajados pelas palavras do secretário Powell, assim como ontem fomos encorajados pelas palavras do presidente (Bush), que descreveu o Acordo de Genebra como produtivo". 'Razões demográficas' Embora Israel tenha rejeitado o Acordo de Genebra, o vice primeiro-ministro do país, Ehud Olmert, disse ao jornal israelense Yediot Aharonot que Israel teria de aceitar um Estado Palestino por razões demográficas. Ele disse que, devido ao fato de os palestinos terem uma taxa de natalidade maior que a dos israelenses, Israel terá de se retirar dos territórios palestinos "para preservar nosso caráter judaico e democrático". Ele disse que Israel se retiraria de fronteiras de sua escolha para garantir um Estado 80% judaico, mas não deu mais detalhes. Segundo a agência Reuters, uma pesquisa feita pelo jornal Maariv indica que a popularidade de Ariel Sharon chegou ao patamar mais baixo desde sua reeleição em fevereiro deste ano. A enquete mostra que 59% dos israelenses não estão satisfeitos com a performance de Sharon. A popularidade do premiê tem caído constantemente desde que o cessar-fogo estabelecido em junho entre Israel e os militantes palestinos foi suspenso em agosto. Egito Ao mesmo tempo, 12 grupos militantes palestinos estão reunidos no Cairo, sob pressão do primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, para chegar a um acordo de cessar-fogo com Israel. Korei, que deve se juntar às negociações durante o fim de semana, espera ter alguma proposta para oferecer a Sharon quando eles se encontrarem. Ele insistiu que, para um cessar-fogo dar certo, é preciso que Israel pare suas atividades nos assentamentos, retire-se dos territórios palestinos e pare de atingir militantes. Israel expulsou, nesta sexta-feira, 12 militantes palestinos da Cisjordânia para a Faixa de Gaza, seguindo uma regra da Suprema Corte. A regra também permitiu que um mercado palestino em Hebron fosse aberto pela primeira vez em um período de um ano, apesar das objeções feitas por colonos judeus. |
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