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Três projetos brasileiros são escolhidos em concurso do Banco Mundial
Três projetos brasileiros nas áreas de desenvolvimento rural, agricultura, biodiversidade e apoio a órfãos da Aids estão entre os 47 selecionados em concurso internacional do Banco Mundial para combater a pobreza. Os projetos são realizados especialmente no nordeste e na Amazônia. Em um deles, 120 órfãos de vítimas da Aids em Salvador são preparados para o mercado de trabalho no projeto do Centro Social Sementes de Amanhã. Na Amazônia, a floresta é preservada em projeto que envolve a produção de papel com fibras naturais realizado pela ONG Poemar em conjunto com uma empresa alemã. O terceiro projeto contemplado é realizado em Fortaleza, onde cascas de coco são recicladas transformando-se em xaxim. Além de encontrar uma utilidade para a casca, que costuma virar lixo em praias e aterros, o projeto, administrado pela Associação de Pequenas Empresas da Praia de Beira Mar, protegerá a samambaiaçu, uma planta rara que poderá ser plantada no xaxim. Pobreza Os projetos estão entre os cerca de 2,7 mil submetidos ao programa anual Development Marketplace do Banco Mundial. Eles têm como objetivo promover formas inovadoras de aliviar a pobreza. Esquemas de conscientização para os problemas da Aids no Quênia, para tornar casas mais seguras em áreas sujeitas a terremotos na Turquia ou para dar novas oportunidades a costureiras na Bolívia também receberam recursos no concurso do Banco Mundial. O presidente do banco, James Wolfensohn, presidiu cerimônia em Washington onde foram anunciados os 47 finalistas que receberão o equivalente a cerca de R$ 256 milhões em ajuda. Ratos Um dos vencedores foi um projeto que utiliza ratos como instrumento barato para diagnosticar tuberculose na Tanzânia. Ratos já estão sendo utilizados pela organização Apopo para detectar minas terrestres em Moçambique utilizando seu apurado olfato. Bart Weetjens, da Apopo, disse à BBC que os ratos também podem ser treinados para identificar tuberculose em amostras de saliva. Um grupo de ratos "detetives" pode processar mais de 2 mil amostras por dia em comparação a apenas 20 analisadas sob um microscópio por um técnico de laboratório. Ratos permitem um diagnóstico rápido e preciso. "O problema da tuberculose na Tanzânia é generalizado, mas quando detectada cedo, a doença pode ser tratada e faz muita diferença", disse Weetjens. Pesca Na Mongólia, o financiamento foi para uma nova parceria entre moradores, agências locais e uma empresa de turismo para conceder licença para a pesca não-comercial. Dan Vermillion disse que pastores serão pagos para patrulhar a área de Eg-Uur para impedir a pesca ilegal de um tipo de salmão siberiano raro. Em troca disso, grupos de turistas terão direitos exclusivos de pesca do salmão siberiano a título de esporte. O peixe será devolvido ao rio em seguida. O plano irá ajudar o povo local e os turistas e preservará a espécie de peixes. Só quem empreende pesca predatória sairá perdendo, disse Vermillion. |
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