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Líder deposto da Geórgia acusa EUA de tê-lo traído
O líder deposto da Geórgia Eduard Shevardnadze disse estar decepcionado com os Estados Unidos, que, segundo ele, teriam ajudado a removê-lo do poder. Shevardnadze disse que não entende por que foi abandonado pelos americanos após ter dado apoio total às políticas internacionais de Washington, incluindo na questão do Iraque. Ele disse que renunciou quando percebeu que um confronto levaria apenas a um banho de sangue. Shevardnadze deixou o cargo após protestos liderados pela oposição, que alega ter havido fraude nas eleições recentes ocorridas no país. Os protestos, que tiveram maciça participação popular, culminaram com a tomada do Parlamento da Geórgia, no último fim de semana. Atordoado Correspondentes no local dizem que Shevardnadze parecia cansado e um pouco confuso quando falou aos jornalistas em sua residência nos arredores da capital, Tbilisi. Segundo relatos, ele teria envelhecido a olhos vistos nas últimas duas semanas. O ex-líder disse que, como ministro das Relações Exteriores da antiga União Soviética, havia cumprido um papel importante em ajudar a acabar com a Guerra Fria e, como presidente da Geórgia, tinha sido um bom amigo para os Estados Unidos. Segundo os jornalistas, Shevardnadze está claramente magoado com comparações entre ele e o ex-presidente da antiga Iugoslávia, Slobodan Milosevic, ou com o ditador romeno Nicolae Ceaucescu, deposto em 1989. Shevardnadze disse que não tinha nada de negativo para dizer a respeito do líder da oposição, Saakashvili. "Quero aconselhá-lo a evitar o caos", ele disse. "Já houve caos no país e ele (Saakashvili) pode mudar a situação", disse Shevardnadze. |
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