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Turquia faz 'protestos da paz' contra ataques
Protestos silenciosos pela paz foram realizados na Turquia depois dos ataques devastadores em Istambul – na quinta-feira contra alvos britânicos e no sábado passado contra duas sinagogas – que, juntos, deixaram mais de 50 mortos. Milhares de pessoas carregando flores brancas se reuniram perto do consulado britânico, local em que aconteceu um dos atentados. O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erodgan, fez uma declaração dizendo que sente vergonha de que os recentes ataques tenham sido causados por suicidas turcos. "Cidadãos turcos com ligações com o exterior organizaram esses ataques", disse ele. "Mas esses ataques não nos impedirão de viver em liberdade." Manifestações Sindicatos e organizações não-governamentais apelaram para que os moradores realizassem esses protestos em todo o país para expressar reprovação aos ataques cujas vítimas incluíram judeus, muçulmanos e cristãos. A segurança foi reforçada em shopping centers, estações, mesquitas e outros locais públicos. Muitos discursos também foram feitos criticando a política dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha no Iraque. Segundo o correspondente da BBC na cidade, Jonny Dymond, os moradores de Istambul demostram choque e raiva, não só contra os responsáveis pelos ataques, mas também contra os países ocidentais, para alguns também responsáveis pelas tragédias. Prisões Na sexta-feira, o Conselho Nacional de Segurança da Turquia disse que os ataques não irão intimidar a nação e pediu mais esforços para lutar contra o terror. Mais cedo na sexta-feira, a Turquia confirmou que várias prisões foram feitas em conexão com os ataques. O jornal Hurriyet afirmou que 18 pessoas haviam sido presas em uma grande operação horas depois das explosões de quinta-feira. Citando fontes da polícia, o jornal identificou Azad Ekinci, de 27, e Feridu Ugurlu como autores dos ataques de quinta-feira. Os dois também haviam sido apontados como os responsáveis pelos ataques às sinagogas pela imprensa turca. Enquanto isso, há relatos ainda não confirmados de que um grupo ligado à organização Al-Qaeda, que se denomina Brigadas de Abu Hafz al-Masri, teria divulgado um comunicado assumindo a responsabilidade pelos ataques. Um homem também ligou para a agência de notícias Anatolia dizendo que a Al-Qaeda e o grupo islâmico truco IBDA-C haviam realizado os ataques em conjunto. Os dois grupos também disseram estar por trás dos ataques contra as sinagogas. Vários governos lançaram avisos para que turistas evitem viagens não essenciais ou para que evitem locais associados a países ocidentais. Depois dos ataques na Turquia, os Estados Unidos lançaram um novo alerta sobre a possibilidade de mais ataques contra alvos americanos ao redor do mundo. |
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