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Atualizado às: 21 de novembro, 2003 - 07h54 GMT (05h54 Brasília)
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EUA e Grã-Bretanha temem mais ataques na Turquia
Mulher ferida em Istambul
Ataques mataram 27 pessoas em Istambul

A Grã-Bretanha e os Estados Unidos fizeram um alerta sobre a possibilidade de mais ataques terroristas acontecerem na Turquia depois dos atentados que atingiram Istambul na quinta-feira.

Os ataques suicidas almejaram alvos britânicos em Istambul e deixaram 27 mortos e mais de 400 feridos. O cônsul-geral britânico, Roger Short, está entre os mortos, a maioria deles turcos.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas adotou, por unanimidade, uma resolução condenando os ataque em Istambul.

O texto expressa condolências para "o povo e o governo da Turquia e da Grã-Bretanha", assim como para as famílias daqueles que foram mortos.

Reações

A resolução também expressa a determinação do Conselho de Segurança em combater todas as formas de terrorismo.

Numa declaração feita anteriormente, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse que as pessoas que executaram os ataques mostraram sua falta de respeito pela vida humana.

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, cujo país ocupa a presidência da União Européia, disse que "a estratégia de ódio e intimidação dos responsáveis pelos ataques não vai prevalecer".

O secretário-geral da Otan (a aliança militar ocidental), George Robertson, disse que os ataques destacaram a importância da união da comunidade internacional para derrotar o terrorismo.

Alerta

O Ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, referindo-se a uma informação específica, advertiu as pessoas a se afastar das cidades turcas e o Departamento de Estado dos Estados Unidos fez um alerta para que as pessoas só viajem para a Turquia se for extremamente necessário.

O ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Jack Straw, visitou o consulado britânico atingido por uma das bombas em Istambul.

A polícia turca passou a noite vasculhando os destroços no local assim como do prédio do banco HSBC, que tem sua sede internacional em Londres.

A rede Al-Qaeda e um grupo islâmico militante turco reinvindicaram a autoria conjunta dos mais recentes ataques.

Os ataques contra duas sinagogas, ocorridos no último sábado, também foram atribuídos a militantes islâmicos com ligações com a rede Al-Qaeda.

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