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Atualizado às: 20 de novembro, 2003 - 00h50 GMT (22h50 Brasília)
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Para empresas dos EUA, Brasil perde com Alca 'light'

Proposta permite que EUA lidem com subsídios agrícolas apenas na OMC
Proposta permite que EUA lidem com subsídios agrícolas apenas na OMC

Na visão da Associação Nacional das Indústrias Americanas (National Association of Manufacturers, em inglês), o Brasil vai perder investimentos com a proposta de Alca "light", que está contida no texto da Declaração de Miami que foi aprovado nesta quarta-feira.

"Os investimentos americanos para o Brasil estão caindo e vão cair mais se a proposta não incluir, por exemplo, regras comuns para proteger investidores estrangeiros e a propriedade intelectual", disse Frank Vargo, vice-presidente de Assuntos Internacionais da entidade.

"O Brasil não está enxergando os benefícios que um acordo abrangente pode oferecer. Paises vizinhos, que aceitam essas regras, serão mais atraentes do que o Brasil", acrescentou Vargo.

A visão de que a ausência de dois dos itens mais polêmicos das negociações na proposta da Alca afasta investidores é compartilhada pela porta-voz da empresa de informática Intel, Jennifer Greeson.

Receptor de investimentos

"A Intel tem uma fábrica na Costa Rica, mas não tem no Brasil. Certamente, regras sobre propriedade intelectual e de proteção a investidores, que não fazem parte da atual proposta, são pontos fundamentais na hora de decidirmos onde vamos investir", disse.

As perspectivas pessimistas de parte do setor privado americano não preocupam o governo brasileiro, segundo o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

"O Brasil foi por um tempo o segundo maior receptor de investimentos no mundo, mesmo sem ter essas regras. Ficava atrás da China que, na época, nem era da OMC. Isso não me preocupa", disse Amorim.

O texto da Declaração de Miami, que determina como serão as negociações nos próximos 12 meses, foi aprovado pelos negociadores dos 34 países em Miami, apesar das divergências expressas, principalmente, pelo Canadá, pelo Chile e pelo México.

Estes são países que já assinaram acordos com os Estados Unidos e, segundo analistas, tiveram que ceder em vários pontos sensíveis para fechar o acordo.

"Pagamos um alto preço. Alguns países querem conseguir o mesmo, só que mais barato", disse um integrante graduado do governo canadense.

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