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Atualizado às: 16 de novembro, 2003 - 01h47 GMT (23h47 Brasília)
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Repórter português é liberado no Iraque

Base italiana após o carro-bomba
Base italiana após atentado, no sul do Iraque

O jornalista português Carlos Raleiras, que havia sido sequestrado ontem no sul do Iraque, já está livre. Ele foi solto por seus captores hoje, por volta das 15 horas (hora de Brasília), perto da fronteira do Kuwait.

Não há informação se foi pago o resgate pedido pelos sequestradores. Eles tinham exigido 50 mil dólares para a libertação de Raleiras, que trabalha para a rádio portuguesa TSF.

O sequestro aconteceu quando Raleiras viajava num comboio de três jipes, sem escolta, que partiu do Kuwait em direção a Chaibra, perto de Basrá no sul do Iraque.

Em Chaibra estão os 128 militares portugueses que vão atuar sob comando italiano no policiamento do Iraque.

Os jornalistas foram emboscados na estrada por pessoas armadas que estavam em dois automóveis. Enquanto os outros dois jipes continuaram em direção a Basrá, o terceiro carro deu meia volta e tentou fugir em direção ao Kuwait. Além de Raleiras, no carro estavam mais dois jornalistas: a repórter de televisão Maria João Ruela, que foi ferida por um tiro numa perna, e o câmera Rui do Ó, que escapou ileso.

Negociações secretas

Durante o período de pouco mais de um dia em que ficou sob poder dos seqüestradores, Raleiras foi transportado continuamente. Esteve em várias casas e barracões e era levado de um lado para outro no porta-malas de um carro.

Ele contou que nove pessoas realizaram o ataque. Em todos os momentos, havia pelos menos três seqüestradores o acompanhando.

O exército britânico mobilizou centenas de soldados para procurar o jornalista. A pedido do governo britânico, o governo português não revelou o andamento das negociações.

Perigo maior

Maria João Ruela teve de ser operada no hospital das forças britânicas em Bagdá. Ela vai para o Kuwait, de onde será removida para Portugal, no avião oficial do governo português. Seu retorno está previsto para domingo.

Em declarações após a cirurgia, ela afirmou que não tinha a noção do perigo que poderia enfrentar no Iraque. Ela perdeu a sensibilidade num dos pés, porque a bala atingiu um nervo da perna.

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