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Atualizado às: 14 de novembro, 2003 - 21h46 GMT (19h46 Brasília)
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Seqüestradores de repórter português pedem resgate de US$ 50 mil

ataque a base italiana em Basra
O sul do país estava relativamente calmo até o ataque à base italiana.

Os responsáveis pelo ataque desta sexta-feira a um comboio de jornalistas portugueses no sul do Iraque pediram um resgate de US$ 50 mil pelo repórter da rádio TSF, Carlos Raleiras.

O grupo de seis jornalistas, em três carros, seguia na manhã desta quinta-feira do Kuwait em direção a Chaiba, perto de Basra, onde estão alojadas as tropas portuguesas, quando foram atacados por dois carros com homens armados.

Segundo a televisão portuguesa TVI, o seqüestro foi realizado por um grupo bem

organizado, que já teria baixado o valor inicial do resgate pedido pela libertação de Raleiras.

De acordo com a emissora de televisão Euronews, milhares de soldados britânicos estão na região na tentativa de resgatar o repórter português.

Ferida

No ataque desta sexta-feira, uma repórter da televisão SIC, Maria João Ruela, foi ferida e teve de ser submetida a uma cirurgia na perna no hospital das tropas britânicas em Basra.

Em declarações à TSF, o enviado da televisão RTP, Armando Seixas Ferreira, contou que os dois carros tentaram empurrar o jipe que ele dirigia para o acostamento. Ferreira acelerou e avisou os dois outros jipes que estavam sendo atacados.

Um dos carros, em que seguiam Maria João Ruela e Carlos Raleiras, optou por dar meia volta e tentar despistar os homens armados, mas foi alcançado.

O terceiro ocupante do veículo, o câmera Rui do Ó, saiu ileso – há sete meses, ele tinha sido o único que escapou com vida de um acidente em um carro com jornalistas em uma viagem de Amã a Bagdá.

Sem escolta

A distância que os jornalistas iam percorrer da fronteira do Kuwait até a localidade de Chaiba, era de 200 quilômetros. O ataque foi próximo da localidade de Mardits e ocorreu por volta das 8h30 no horário local.

Segundo Ferreira, eles decidiram seguir mesmo sem escolta por considerar a distância da viagem curta. Normalmente, os jornalistas de outros países só saem pelo Iraque acompanhados por uma escolta militar.

Este foi o segundo ataque a jornalistas portugueses em dois dias no Iraque. Na quinta-feira, as vítimas estavam em um carro que fazia o mesmo caminho.

O carro foi roubado, assim como todo o equipamento dos jornalistas, que foram deixados no deserto e tiveram de andar mais de uma hora para chegar na primeira estrada, onde foram recolhidos por soldados americanos.

Comoção

O ataque aos jornalistas causou um sentimento de solidariedade em todo o país.

Mesmo na Bolívia, onde vai participar da Cúpula Ibero-americana, o presidente Jorge Sampaio fez uma declaração manifestando solidariedade com os jornalistas.

O governo português enviou o avião oficial do governo para levar Maria João de volta a Portugal.

No âmbito internacional, uma das primeiras organizações a exigir a libertação de Raleiras foi a Repórteres Sem Fronteiras, em um comunicado emitido no começo da tarde.

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