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Atualizado às: 12 de novembro, 2003 - 23h30 GMT (21h30 Brasília)
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Atentado faz Portugal desviar tropas

Atentado em Nassíria levou governo português a desviar as suas tropas para Basra
Portugueses ficariam baseados no prédio que foi alvo do ataque

As tropas portuguesas que embarcaram nesta quarta-feira para o Iraque não vão ficar em Nassíria, como estava originalmente previsto. Os 128 soldados da Guarda Nacional Republicana terão como primeiro destino no Iraque a cidade de Basra, na região sob controle dos britânicos.

A decisão foi tomada depois de um ataque com um carro-bomba à base da polícia militar italiana em Nassíria, que deixou pelo menos 25 mortos.

"Perante o atentado, a área em que vão ser instalados vai ter que ser limpa. Eles ficarão a cargo das forças inglesas durante dois a três dias, o suficiente para que sejam criadas em Nassíria condições adequadas", contou na hora da partida, na noite desta quarta-feira, o ministro português do Interior, Figueiredo Lopes.

Originalmente, os soldados portugueses iam ficar em Nassíria, sob o comando italiano, com quartel-general no local onde ocorreu a explosão desta quarta-feira. Se o atentado tivesse ocorrido 24 horas mais tarde, poderia haver portugueses entre as vítimas.

A missão dos portugueses no Iraque é participar no policiamento da região. O grupo é composto apenas por voluntários.

Segundo Lopes, as tropas serão mais tarde enviadas para Nassíria.

Oposição

A explosão do caminhão-bomba em Nassíria fez com que eclodisse uma série de críticas ao governo português pelo envio de tropas para o Iraque.

"Vamos instar a que o governo português reavalie o envio das forças, para saber se há condições de segurança", afirmou Ana Gomes, responsável pelas relações internacionais do Partido Socialista, o maior da oposição em Portugal.

"Queremos que o governo reaprecie o envio junto com o parlamento e o presidente da república e informe os militares e suas famílias de toda a situação."

"A desculpa de que devem ser enviados porque senão seria um atentado contra a dignidade e a honra nacional não procede porque o governo não cuidou da dignidade e da honra quando apoiou uma guerra ilegal", acrescentou Ana Gomes.

A assessoria do primeiro-ministro português informa que o governo não responde aos comunicados da oposição. No entanto, o primeiro-ministro português afirmou à Agência Lusa que apesar dos atentados Portugal vai manter os compromissos assumidos.

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