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Atualizado às: 17 de outubro, 2003 - 02h50 GMT (23h50 Brasília)
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Novo protesto leva mais de 50 mil às ruas de La Paz
Manifestantes protestam nas ruas de La Paz
Oposição não quer plebiscito e exige renúncia de Lozada

Mais de 50 mil pessoas voltaram às ruas da capital administrativa da Bolívia, La Paz, para pedir a renúncia do presidente Gonzalo Sánchez de Lozada.

O protesto foi pacífico, embora forças de segurança que acompanhavam caminhões de mantimentos tenham disparado bombas de gás lacrimogêneo contra manifestantes que bloqueavam estradas.

Apesar de a passeata ter sido a maior dos últimos dias, o governo insiste que a situação está voltando ao normal.

No entanto, o correspondente da BBC na Bolivia afirmou que as cidades de Laz Paz, Cochabamba, Potosi e Oruro continuam paralisadas.

Os protestos se renovaram depois que a oposição rejeitou uma proposta de Sánchez de Lozada de realizar um plebiscito sobre o plano de exportações.

Os opositores exigem a renúncia do presidente.

Plano

O plano do governo prevê a venda de gás aos Estados Unidos, intermediada pelo Chile, que tem uma rivalidade histórica com a Bolívia.

Há informações não confirmadas de que mais de 74 pessoas teriam morrido desde o início da crise, há um mês.

O porta-voz do governo Javier Torres Goitia disse à BBC que Lozada não vai renunciar porque a maioria da população em vários departamentos (regiões administrativas) quer que ele continue no poder.

Ainda segundo Goitia, vários manifestantes incendiaram lojas e atacaram a polícia a tiros e com morteiros.

As balas teriam sido atiradas pela polícia
As balas que teriam sido atiradas pela polícia

Na noite da quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o envio de dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para resgatar cerca de 50 brasileiros que estavam de passagem pela capital boliviana, La Paz, e não conseguiram deixar o país por causa dos protestos.

Os governos brasileiro e argentino vão enviar nesta sexta-feira negociadores para a Bolívia.

O assessor diplomático do Palácio do Planalto, Marco Aurélio Garcia, deve liderar o grupo.

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