|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Lozada tentará resistir a pressões na Bolívia, dizem analistas
Apesar do crescente isolamento político que tem enfrentado, o presidente da Bolívia, Gonzalo Sánches de Lozada, deve tentar resistir e sufocar os protestos, afirma o analista Robert Wood, pesquisador da publicação britânica Economist Intelligence Unit. Os conflitos de rua provocados por planos do governo de exportar gás natural aos Estados Unidos, que já deixaram quase 40 mortos desde o fim de semana, trouxeram uma tempestade política para Lozada. Na segunda-feira, quatro de seus ministros renunciaram e o vice-presidente, Carlos Mesa, retirou apoio de seu chefe. Assim mesmo, observa Wood, especialista em Bolívia, "o instinto de Gonzalo Sanches de Lozada é ficar e se defender". "No seu governo anterior, entre 1993 e 1997, Lozada decretou a lei marcial três vezes", afirmou. Não à renúncia Em pronunciamento na TV na noite de segunda, o presidente boliviano disse que não vai renunciar. Após ter declarado novamente estado de exceção no país, ele manteve tanques e blindados nas ruas da capital La Paz. E, na opinião do analista, vai tentar sufocar os protestos e seguir no cargo. Para Victor Bulmer-Thomas, diretor do Instituto Real de Assuntos Internacionais (RIIA, sigla em inglês), de Londres, Lozada "tem muita experiência e conta com o apoio do governo americano e da União Européia". "É possível que ele sobreviva (no cargo), talvez implementando programas sociais com fundos da comunidade internacional", diz Bulmer-Thomas. Especialista em assuntos latino-americanos, o diretor do RIIA vê pouco espaço para uma solução negociada para a crise boliviana. Ao seu ver, entretanto, os líderes da oposição - como o cocalero Evo Morales, candidato derrotado por Lozada no pleito do ano passado - não contam com apoio majoritário e dificilmente ganhariam uma nova eleição. "Por isso, a pressão dos partidos opositores tem como principal objetivo extrair concessões do atual governo", opina Bulmer-Thomas. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||