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Rússia diz que não vai votar resolução do Iraque ainda
O embaixador da Rússia na ONU (Organização das Nações Unidas), Sergey Lavrov, declarou que a nova resolução para o Iraque proposta pelos Estados Unidos não será votada enquanto os presidentes da Rússia, da Alemanha e da França não se reunirem. Vladimir Putin, da Rússia, Gerard Schröder, da Alemanha, e Jacques Chirac, da França, deverão conversar por telefone nesta quinta-feira. Lavrov afirmou que muitas das exigências feitas pelos três países aparecem na nova proposta de resolução, mas que os três líderes ainda precisavam discutir o texto final do documento e dariam um parecer conjunto sobre ele. O embaixador afirmou que só então os representantes dos três países estarão aptos para votar, orientados por seus líderes. O debate sobre a nova proposta de resolução foi adiado devido aos esforços diplomáticos para conquistar apoio à proposta americana. A recusa americana em incluir um prazo para a realização de eleições por um governo no Iraque provocou críticas entre vários integrantes do Conselho de Segurança da ONU. Mudanças O embaixador chinês, Wang Guangya, também disse esperar mais adaptações no texto. "Ele ainda está abaixo das nossas expectativas", disse Guangya. "Se pudesse ser dada mais importância às Nações Unidas e se houvesse mais clareza na linguagem para indicar que a volta da soberania do povo iraquiano será breve, isso seria bem vindo." Na terça-feira, a Rússia, ao lado da França e da Alemanha, submeteram seis emendas sobre a proposta americana. As diferenças estão diminuindo, mas a Rússia continua a encontrar defeitos na resolução e ainda não quer votar, segundo o correspondente da BBC em Moscou, Steve Rosenberg. O governo de Moscou está preocupado com o papel das Nações Unidas na normalização da vida política no Iraque, bem como ocom um mandato para uma futura força internacional de paz. A resolução precisa de, no mínimo, nove votos a favor dos 15 integrantes do Conselho de Segurança e não pode ter nenhum veto dos cinco permanentes, entre eles a Rússia, a França e a China. |
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