|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Rússia rejeita nova resolução dos EUA para o Iraque
A Rússia rejeitou a nova versão de resolução para o Iraque apresentada pelos Estados Unidos e afirmou que o texto não deve ser colocado em votação no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). O vice-ministro do Exterior russo, Yuri Fedotov, disse reconhecer que os Estados Unidos haviam dado certos passos para acomodar a posição da Rússia, mas afirmou que ainda há diferenças em relação a dois ou três assuntos importantes. O governo russo está preocupado, por exemplo, com o papel que as Nações Unidas terão no processo político no Iraque e também sobre o mandato que uma futura força de paz internacional terá. O anúncio representa um grande golpe para o governo americano, que havia afirmado ter esperanças de colocar a resolução em votação ainda nesta quarta-feira. Os Estados Unidos esperam que a resolução prepare o caminho para que mais países contribuam com tropas para o processo de reconstrução do Iraque. Menos diferenças Na terça-feira, a Rússia, juntamente com a França e a Alemanha, enviou seis emendas ao texto de resolução preparado pelos Estados Unidos. As diferenças entre os países parecem estar diminuindo, mas a Rússia acredita que ainda há problemas com o texto e está relutante em votá-lo, segundo o correspondente da BBC em Moscou, Steve Rosenberg. Há expectativas de novas rodadas de negociações sobre a resolução, a portas fechadas, nesta quarta, mas a votação ainda não foi agendada. A resolução precisa de um mínimo de 9 votos a favor dos 15 membros do Conselho de Segurança e não pode ser vetada por nenhum dos cinco membros permanentes – Estados Unidos, França, China, Rússia e Grã-Bretanha. A nova versão – apoiada pela Grã-Bretanha e pela Espanha – foi elaborada com o objetivo de ganhar mais apoio internacional depois que duas outras versões fracassaram. Apesar de terem reservas em relação às propostas apresentadas, a Rússia, a China e a França não deverão vetar a resolução quando ela for realmente colocada em votação. O correspondente da BBC na ONU, Greg Barrow, afirma, no entanto, que, se os três países decidirem se abster da votação, diplomatas temem que o Conselho de Segurança estará enviando uma mensagem sem força em relação às suas intenções no Iraque. Sem prazos Os membros do Conselho de Segurança se encontraram na terça-feira à noite para discutir mudanças possíveis ao texto para obter o apoio mais amplo possível. A nova versão não estabelece um cronograma claro de como e quando o poder seria devolvido ao povo iraquiano – uma das principais exigências dos críticos à proposta. O novo texto – escrito depois de quase dois meses de negociações – dá ao Conselho de Governo iraquiano apontado pelos Estados Unidos até o dia 15 de dezembro para estabelecer um cronograma para elaborar uma nova Constituição e realizar eleições. Nesta quarta-feira, o chefe do conselho iraquiano prometeu realizar eleições no próximo ano. A resolução também autoriza o uso de uma força militar multinacional sob o comando dos Estados Unidos e pede que os 191 membros da ONU apresentem propostas de doações em uma conferência que será realizada em Madri no fim da semana que vem. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse que o novo texto "não representa uma mudança grande" em relação à posição original dos Estados Unidos, mas fez um apelo para que os membros do Conselho de Segurança trabalhem juntos para chegar a um consenso. Em relação à frase presente no novo texto de que o Conselho de Governo iraquiano irá "encorporar a soberania do Estado do Iraque", Annan disse que é uma "boa frase" que faz "pouca diferença". |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||