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Muçulmanos dizem enfrentar perigos sem precedentes
O mundo islâmico enfrenta perigos "sem precedentes", segundo participantes da Conferência Islâmica – o maior encontro de representantes de nações muçulmanas em três anos –, que está sendo realizada na Malásia. "Os muçulmanos estão sentindo muita impotência e frustração porque alguns de seus países estão ocupados, outros estão sob sanções, um terceiro grupo está ameaçado e um quarto é acusado de terrorismo", disse Abdelouahed Belkeziz, secretário-geral da organização. "Os muçulmanos no exterior são tratados com suspeita, são sitiados, privados de seus direitos", afirmou. Belkeziz disse que os ataques do dia 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos fizeram com que o mundo se esquecesse da mensagem de paz e tolerância presente no islamismo e se concentrasse mais na violência perpetrada pelos extremistas. Ele disse que, como resultado, o próprio islamismo está enfrentando acusações falsas, enquanto uma ação islâmica coordenada tem sido incapaz de garantir ao mundo muçulmano proteção e orgulho. Tropas O encontro está ocorrendo na nova capital administrativa da Malásia, Putrajaya, ao sul de Kuala Lampur. No sábado, Belkeziz abriu a conferência pedindo a saída das forças estrangeiras no Iraque e a administração dos assuntos iraquianos pelas Nações Unidas. A conferência está analisando uma proposta para enviar tropas ao Iraque sob comando da própria Organização da Conferência Islâmica. No entanto, o correspondente da BBC em Putrajaya, Jonathan Kent, disse que integrantes do Conselho de Governo iraquiano – apontado pelos Estados Unidos – que participam do encontro, vêem poucas chances de receber ajuda do mundo islâmico. O ministro do Exterior do Conselho de Governo iraquiano, Hoshyar Zebari, soou desanimado quando questionado se ele havia recebido ofertas de ajuda e respondeu que as perspectivas não pareciam muito boas. Até agora, a Turquia é o único país muçulmano que respondeu favoravelmente ao pedido dos Estados Unidos por assistência militar para o Iraque, mas a oferta foi recebida com resistência pelo Conselho de Governo iraquiano. |
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