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Cerimônia marca um ano dos atentados de Bali
Uma cerimônia ao ar livre marcou o primeiro aniversário dos atentados de Bali, na Indonésia, que provocaram a morte de mais de 200 pessoas no ano passado. A Austrália foi o país que mais sofreu com os ataques - 88 vítimas eram australianas - e o primeiro-ministro, John Howard, liderou a cerimônia. Também estava planejada uma vigília à luz de velas na praia de Kuta e uma cerimônia balinesa. Parentes e amigos colocaram fotos das vítimas e mensagens escritas em uma cerca, no local onde ficava o clube noturno Sari, onde ocorreu uma das explosões. "Foi um ano difícil", disse a australiana Angela Dark, de Melbourne, enquanto colocava flores e uma foto do irmão, Antonio Cachia, que morreu aos 32 anos nos atentados. "Meu irmão era a única pessoa no mundo que me entendia", disse ela à Agência de notícias Associated Press. "Sinto muitas saudades dele... a dor não vai embora nunca. Estou com muita raiva, muita raiva do mundo." A cerimônia na manhã deste domingo foi predominantemente cristã, com elementos locais das religiões hindu e muçulmana. Homenagens O premiê australiano John Howard agradeceu os balineses por seu apoio e disse que os australianos "aprenderam a controlar a raiva e direcioná-la, identificando, punindo e levando à justiça os responsáveis pelas terríveis perdas". O ministro da Segurança da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, reafirmou a determinação de seu governo de combater o terrorismo. "Eles não têm lugar em nossa sociedade", disse ele aos parentes das vítimas. Os nomes de todas as 202 pessoas - de 22 países - mortas nos atentados foram lidos em voz alta. A segurança foi reforçada para as cerimônias e a polícia disse que milhares de agentes extras foram convocados durante o fim de semana. Pouco antes das onze da noite, no dia 12 de outubro do ano passado, uma caminhonete Mitsubishi de cor escura, carregada com 50 quilos de explosivos, estacionou em frente ao clube noturno Sari, na praia de Kuta. Um indonésio chamado Iqbal entrou no bar Paddy's, nos arredores, com uma bomba escondida debaixo de sua camisa. Quando a bomba que ele levava explodiu, uma multidão correu para a rua, em direção ao clube Sari. Muitas das pessoas que morreram na segunda explosão, que foi muito mais poderosa, estavam fugindo da primeira. Os atentados foram atribuídos ao grupo militante regional Jeemah Islamyia, suspeito de ter ligações com a rede Al-Qaeda, de Osama Bin Laden. |
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