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Atualizado às: 05 de outubro, 2003 - 07h57 GMT (04h57 Brasília)
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Segurança e acusações marcam eleições chechenas
Soldado russo
Postos de controle russos são comuns na Chechênia

Milhares de policiais e soldados russos implementaram um forte esquema de segurança neste domingo para garantir a realização da eleição presidência na Chechênia, uma república que faz parte da Rússia.

Policias estão protegendo todos os locais de votação e as urnas. O tráfego de caminhões – que já foram usados diversas vezes por rebeldes chechenos para realizar atentados – foi proibido nas principais ruas das cidades da região.

Segundo o governo russo, a intenção da eleição é “normalizar” a situação da república, que enfrenta quase uma década de confrontos – movimentos separatistas levaram a guerras com os russos em 1994 e 1999.

No entanto, para vários grupos ligados ao movimento pelos direitos humanos dentro e fora da Rússia, a eleição deste domingo é uma “farsa” e não deve resolver os problemas da região, que ainda vive sob o estigma da violência e de atentados constantes contra as tropas russas que a ocupam.

O candidato mais forte e, para muitos analistas, provável vencedor das eleições é Akhmad Kadyrov.

Ele foi apontado pelo governo russo para administrar a região e é tido como o candidato de Moscou.

Todos os rivais de Kadyrov com chances de vencê-lo nas urnas deixaram a corrida ou foram desqualificados antes das eleições – ficaram no páreo seis candidatos desconhecidos e pouco expressivos.

Os críticos dizem que os candidatos sofreram pressão para desistirem de concorrer.

Além da suspeita de pressão política, há dúvidas sobre o exato tamanho do eleitorado checheno.

Segundo a comissão eleitoral chechena, 545 mil pessoas estão aptas a votar.

No entanto, Aslanbek Aslakhnov, um dos candidatos que abandonou a corrida eleitoral, diz que pelo menos 200 mil nomes da lista oficial são fraudulentos, incluindo pessoas mortas.

Também calcula-se que 60 mil nomes da lista pertençam a pessoas que foram desalojadas pelo conflito e que cerca de 30 mil sejam de soldados russos alocados na Chechênia.

Durante o referendo que ocorreu em março para definir a atual eleição, as pessoas que foram desalojadas pela guerra e deixaram a região tiveram que voltar à Chechênia para garantir o direito de voto. Dos 60 mil, apenas 3 mil se registraram.

O presidente russo, Vladimir Putin, descreveu a votação deste domingo como a primeira eleição presidencial da república.

Em 1997, porém, após o fim da primeira guerra da última década, os chechenos realizaram uma eleição, elegendo como presidente Asian Mashadov, que hoje é um líder rebelde lutando pela independência total da região.

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