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Segurança e acusações marcam eleições chechenas
Milhares de policiais e soldados russos implementaram um forte esquema de segurança neste domingo para garantir a realização da eleição presidência na Chechênia, uma república que faz parte da Rússia. Policias estão protegendo todos os locais de votação e as urnas. O tráfego de caminhões – que já foram usados diversas vezes por rebeldes chechenos para realizar atentados – foi proibido nas principais ruas das cidades da região. Segundo o governo russo, a intenção da eleição é “normalizar” a situação da república, que enfrenta quase uma década de confrontos – movimentos separatistas levaram a guerras com os russos em 1994 e 1999. No entanto, para vários grupos ligados ao movimento pelos direitos humanos dentro e fora da Rússia, a eleição deste domingo é uma “farsa” e não deve resolver os problemas da região, que ainda vive sob o estigma da violência e de atentados constantes contra as tropas russas que a ocupam. O candidato mais forte e, para muitos analistas, provável vencedor das eleições é Akhmad Kadyrov. Ele foi apontado pelo governo russo para administrar a região e é tido como o candidato de Moscou. Todos os rivais de Kadyrov com chances de vencê-lo nas urnas deixaram a corrida ou foram desqualificados antes das eleições – ficaram no páreo seis candidatos desconhecidos e pouco expressivos. Os críticos dizem que os candidatos sofreram pressão para desistirem de concorrer. Além da suspeita de pressão política, há dúvidas sobre o exato tamanho do eleitorado checheno. Segundo a comissão eleitoral chechena, 545 mil pessoas estão aptas a votar. No entanto, Aslanbek Aslakhnov, um dos candidatos que abandonou a corrida eleitoral, diz que pelo menos 200 mil nomes da lista oficial são fraudulentos, incluindo pessoas mortas. Também calcula-se que 60 mil nomes da lista pertençam a pessoas que foram desalojadas pelo conflito e que cerca de 30 mil sejam de soldados russos alocados na Chechênia. Durante o referendo que ocorreu em março para definir a atual eleição, as pessoas que foram desalojadas pela guerra e deixaram a região tiveram que voltar à Chechênia para garantir o direito de voto. Dos 60 mil, apenas 3 mil se registraram. O presidente russo, Vladimir Putin, descreveu a votação deste domingo como a primeira eleição presidencial da república. Em 1997, porém, após o fim da primeira guerra da última década, os chechenos realizaram uma eleição, elegendo como presidente Asian Mashadov, que hoje é um líder rebelde lutando pela independência total da região. |
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